Brasil: ransomware atingiu 55% das organizações em 2021

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Relatório “The State of Ransomware 2022” da Sophos também revela que no mundo inteiro 66% das empresas entrevistadas sofreram ataques desse tipo no período

A Sophos publicou hoje sua pesquisa anual The State of Ransomware 2022: o relatório mostra que no Brasil 55% das 200 organizações entrevistadas foram atingidas por algum ransomware em 2021, o que representa um aumento considerável em relação aos 38% relatados em 2020. Além disso, 56% dos incidentes resultaram em dados criptografados. Este número, apesar de inferior à média global de 65%, teve um grande aumento em relação aos 36% relatados em 2020.

Além disso, o Brasil registrou outros dados interessantes, como o de que 73% das companhias declararam que o backup é o método mais utilizado para a restauração de dados após um ataque de ransomware – alinhado com a média global -, enquanto 40% optou por pagar o resgate. Ainda, 25 dos entrevistados que pagaram o resgate compartilharam o valor exato desembolsado, e a média bateu os US$ 211.790. Dessas que pagaram o resgate, houve recuperação de, em média, 55% dos dados.

Média de valores de resgate pago em cada país
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O relatório mostra que 66% das organizações avaliadas em todo o mundo foram atingidas por ransomware em 2021, em comparação com os 37% registrados em 2020. De acordo com o estudo, o resgate médio pago pelas empresas que tiveram dados criptografados em ataques aumentou em quase cinco vezes, chegando a US$ 812.360. Além disso, 46% das companhias que tiveram dados encriptados pagaram o resgate para recuperá-los, apesar de terem outros meios de recuperação disponíveis, como backups.

Assim como edições anteriores do projeto, o relatório de 2022 da Sophos resume o impacto do ransomware em 5.600 organizações de médio porte em 31 países da Europa, Américas, Ásia-Pacífico e Ásia Central, Oriente Médio e África, com 965 casos detalhados de pagamentos de ransomware nessas localidades.

Outras conclusões globais da pesquisa The State of Ransomware 2022, que abrange incidentes de ransomware que ocorreram durante 2021, além de problemas relacionados a seguros cibernéticos, incluem:

  • Os pagamentos de resgate são mais altos – Em 2021, 11% das organizações afirmaram que pagaram resgates de US$ 1 milhão ou mais, número superior aos 4% registrados em 2020, enquanto a porcentagem de empresas que pagam menos de US$ 10.000 caiu para 21% – de 34% em 2020;
  • Mais vítimas estão pagando o resgate – Em 2021, 46% das companhias que tiveram dados criptografados em um ataque de ransomware pagaram o resgate. 26% das empresas que conseguiram restaurar dados criptografados usando backups em 2021 também pagaram o resgate;
  • O impacto de um ataque de ransomware pode ser imenso – O custo médio para recuperação do ataque de ransomware mais recente em 2021 foi de US$ 1,4 milhão. Nesse caso, a organização demorou, em média, um mês para se recuperar dos danos e interrupções. 90% das empresas disseram que o ataque afetou a capacidade de operar e 86% das vítimas do setor privado afirmaram que perderam negócios e/ou receita por causa do ataque;
  • Muitas organizações contam com o seguro cibernético para ajudá-las a se recuperar de um ataque de ransomware – 83% das companhias de médio porte tinham um seguro cibernético que as cobre no caso de um ataque de ransomware – e, em 98% dos incidentes, a seguradora pagou parte ou todos os custos inclusos (com 40% cobrindo o pagamento do resgate);
  • 94% das organizações com seguro cibernético disseram que a experiência mudou nos últimos 12 meses, com demandas mais altas por medidas de segurança cibernética, políticas mais complexas ou caras e menos companhias oferecendo proteção de seguro.

O relatório está em “hxxps://www.sophos.com/en-us/content/state-of-ransomware”

FONTE: CISO ADVISOR

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