A insegurança cibernética é um dos principais riscos globais para a próxima década

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A insegurança cibernética é um dos principais riscos globais para a próxima década

Rob Elliss | Chief Revenue Officer da Thales

“Insegurança cibernética” aparece, pela primeira vez, como um dos principais riscos globais, de acordo com o Relatório de Riscos Globais 2026 do Fórum Econômico Mundial.

O relatório também revela que o risco em cibersegurança está se acelerando em 2026, impulsionado pelos avanços em inteligência artificial, pela iminente ameaça quântica e pelo aumento da conectividade nas cadeias de suprimentos. Tudo isso alimenta um cenário em que a velocidade e a escala dos ataques colocam as defesas tradicionais à prova como nunca antes.

O estudo confirma que estamos nos aproximando de um ponto de inflexão em que abordagens convencionais de segurança deixarão de ser eficazes. A grande questão, portanto, não é se as organizações precisam se preparar, isso já é evidente. A dúvida é se conseguirão se preparar a tempo.

A promessa eterna (e o risco) da IA

No que diz respeito à inteligência artificial, o relatório Cybersecurity Outlook 2026 do WEF aponta que a ampla integração de sistemas de IA traz uma superfície de ataque muito maior, repleta de novas vulnerabilidades que as ferramentas de segurança tradicionais não foram projetadas para enfrentar.

Mas há um outro lado.

Os defensores utilizam IA para fortalecer capacidades de detecção, resposta a incidentes e até automatizar análises em grande escala. Ao mesmo tempo, agentes maliciosos usam essas ferramentas para aumentar a velocidade, escala e precisão de seus ataques, impulsionando uma nova geração de exploração automatizada e engenharia social altamente direcionada.

Infelizmente, as vulnerabilidades relacionadas à IA estão fora de controle: 87% dos entrevistados apontam esse como o tipo de ameaça que mais cresce em 2026. Quando questionados sobre preocupações específicas, a exposição de dados proprietários e o avanço das capacidades dos adversários lideram as preocupações dos CEOs em relação à IA generativa (28%).

Os entrevistados concordam que a IA será o principal fator de transformação, com 94% destacando sua influência. As empresas já estão reagindo: 64% avaliam atualmente a segurança de ferramentas de IA — quase o dobro dos 37% registrados no ano anterior.

Esses dados estão alinhados ao relatório Thales 2025 Data Threat, que aponta como principais riscos em segurança de IA generativa a integração de novos sistemas em ambientes híbridos complexos, além de desafios relacionados à integridade, confiança e confidencialidade.

A proliferação de agentes de IA

Com o aumento do uso de agentes de IA nas empresas, os sistemas digitais precisarão ser projetados de forma diferente. Esses agentes aumentam eficiência, capacidade de resposta e escalabilidade ao automatizar tarefas repetitivas, mas sua adoção traz novos desafios para os modelos tradicionais de segurança.

Funções e processos precisarão ser redefinidos, e questões fundamentais sobre tomada de decisão e priorização de alertas precisarão ser revisadas.

Gerenciar identidades e privilégios desses agentes se tornou crítico e mais complexo do que gerenciar identidades humanas. Sem governança robusta, esses agentes podem obter privilégios excessivos, ser manipulados por ataques como prompt injection ou falhas de design, ou até propagar erros e vulnerabilidades em escala.

A velocidade e persistência desses agentes exigem verificação contínua, trilhas de auditoria e mecanismos rigorosos de responsabilização baseados em zero trust.

Para mitigar esses riscos, a Thales oferece proteção contra o uso malicioso da IA por meio de sua AI Security Fabric e da plataforma Imperva Application Security, que protege APIs e aplicações e atua como uma camada de controle para modelos de linguagem e agentes de IA. A solução monitora interações em tempo real e bloqueia ameaças comuns, integrando-se a WAFs e criptografia para uma defesa abrangente.

Fraudes cibernéticas e riscos na cadeia de suprimentos

A fraude cibernética ameaça tanto executivos quanto consumidores: 73% dos entrevistados afirmam que eles ou alguém próximo sofreram esse tipo de ataque em 2025.

A maioria dos casos ocorreu por meio de phishing, smishing ou vishing (62%), seguida por fraudes de pagamento ou faturas (37%) e roubo de identidade (32%).

Curiosamente, esse tipo de fraude preocupa mais os CEOs, enquanto CISOs focam em ransomware e na resiliência das cadeias de suprimentos. Isso mostra uma diferença clara de prioridades entre liderança executiva e equipes operacionais.

À medida que a resiliência organizacional melhora, CEOs passam a olhar mais para riscos externos. Entre empresas altamente resilientes, 78% apontam o ecossistema externo como principal desafio, enquanto organizações menos resilientes ainda enfrentam limitações financeiras (63%) e falta de habilidades (56%).

Para enfrentar esse cenário, 70% dos CEOs de empresas mais resilientes integram segurança aos processos de compras, com foco na avaliação da maturidade de fornecedores (59%).

Prevenindo falhas ciberfísicas

 O relatório também destaca a infraestrutura crítica, que se torna cada vez mais digital, automatizada e interconectada. Nesse contexto, sistemas de controle industrial e dispositivos podem não estar adequadamente protegidos ou monitorados.

No setor público, há baixa confiança na capacidade de resposta a ataques: apenas 23% consideram ter níveis suficientes de resiliência cibernética.

O monitoramento desses sistemas deve ser prioridade para garantir:

  • Visibilidade de incidentes, diferenciando ataques, falhas técnicas e erros humanos
  • Resiliência da infraestrutura contra falhas ciberfísicas

Para esse cenário, a Thales oferece um portfólio amplo que combina segurança de aplicações, dados e gestão de identidade e acesso, ajudando organizações a atender requisitos regulatórios como o NIS2.

Computação quântica e confiança digital

 O relatório também analisa o impacto da computação quântica, que pode comprometer a infraestrutura de confiança digital e permitir a quebra em massa de criptografia.

Se os sistemas criptográficos que validam identidades falharem, toda a autenticação digital estará em risco. Ainda assim, muitas empresas não estão preparadas: apenas 5% já adotaram criptografia resistente a ataques quânticos.

Para enfrentar esse desafio, a Thales investe em agilidade criptográfica, permitindo que organizações adotem rapidamente algoritmos pós-quânticos com o mínimo de impacto.

Agir antes que os riscos superem as defesas

Relatórios como os do Fórum Econômico Mundial ajudam líderes a compreender a evolução da cibersegurança e agir antes que os riscos ultrapassem as defesas.

A Thales segue na linha de frente da inovação e da evolução das ameaças, oferecendo um portfólio completo de soluções para ajudar organizações a construir um ambiente digital confiável.

Esse artigo tem informações retiradas do blog da Thales. A Neotel é parceira da Thales e, para mais informações sobre as soluções e serviços da empresa, entre em contato com a gente.

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