Duas semanas após a NVIDIA ter seus sistemas invadidos pelo grupo Lapsus$, a ação criminosa continua provocando diversos estragos. Segundo pesquisadores de segurança, os materiais roubados pela gangue estão sendo usados para disseminar diversas ameaças virtuais que passam imunes a checagens de segurança de antivírus e outros softwares de proteção.
Para isso, os criminosos estão usando os dados de assinatura digital da NVIDIA que estavam presentes entre os mais de 1TB de dados que foram roubados. Enquanto os certificados em questão já excederam seu limite de duração, os sistemas baseados no Windows ainda são capazes de executá-los sem grandes restrições.

Em outras palavras, os dados roubados permitem que atacantes circulem malwares e outras ameaças com facilidade e as disfarcem como sendo softwares legítimos. No momento, a única proteção disponível para os usuários do sistema operacional é criar políticas de segurança específicas no Windows Defender para que os certificados que caíram na mão dos criminosos não sejam executados.
Microsoft precisa revogar os códigos roubados
Segundo informações do VirusTotal, os certificados roubados datam de 2014 e 2018 e foram usados para assinar malwares e ferramentas de hacking como o Cobalt Strike, o Mimikatz, trojans de acesso remoto e backdoors. As ameaças podem ser disfarçar tanto como softwares legítimos quanto como atualizações de drivers para o Windows.
Enquanto no Twitter o diretor de segurança empresarial e de sistema operacionais da Microsoft, David Weston, tenha recomendado que políticas do Windows Defender sejam configuradas de forma a afetar a ameaça, a solução não é exatamente abrangente. Uma forma definitiva de a empresa conseguir evitar o problema seria lançando uma atualização para seu sistema que revogasse totalmente as assinaturas afetadas.

A contrapartida de tal solução é o fato de que ela impediria que drivers mais antigos da NVIDIA, que não trazem qualquer ameaça, também parassem de funcionar. Além de invadir a fabricante de placas de vídeo, o Lapsus$ também atuou recentemente contra a Samsung, que reconheceu que o grupo foi capaz de roubar códigos-fonte relacionados à linha de smartphones Galaxy.
FONTE: ADRENALINE