Ransomware: Brasil perde para EUA, Alemanha e Reino Unido

0 0
Read Time:3 Minute, 1 Second

País teve mais de 33 milhões de tentativas em 2021; já a Ucrânia, com o início do conflito, teve alta de 196% em ataques ao governo.

Semestral, o relatório SonicWall de Ameaças Cibernéticas 2022 expõe uma ascensão meteórica e constante com 623,3 milhões de ataques globalmente. Quase todas as ameaças monitoradas, ataques cibernéticos e assaltos digitais maliciosos aumentaram em 2021. Isso inclui ransomware, ameaças criptografadas, malware na IoT e cryptojacking.

Essa realidade se reflete também no Brasil e na América Latina. “A acelerada digitalização da economia da nossa região aumentou, também, a superfície de ataques”, observa Arley Brogiato, diretor da SonicWall América Latina. O Relatório SonicWall de Ameaças Cibernéticas 2021 revela que o Brasil, com mais de 33 milhões de tentativas de invasões, é o quarto país a mais sofrer ataques de ransomware.

“Estamos atrás somente dos EUA, da Alemanha e do Reino Unido”.

Em 2020, o Brasil ficou em nono lugar nesse ranking, com 3.800 mil ataques de ransomware. “O salto para a quarta posição ao longo de 2021 revela o altíssimo grau de vulnerabilidade do nosso país a esse tipo de tentativa de invasão”.

Nesse ranking estão inclusos outros países da América Latina.

“Com mais de 11 milhões de hits, a Colômbia está em sétimo lugar; o México, alvo de sete milhões de ataques de ransomware, ficou na 10ª posição”.

Brasil se destaca, também, como um grande alvo de malware. Houve um crescimento de 61.144% nesse quesito. Em 2020, o Brasil sofreu 130.759.116 ataques desse tipo. Em 2021, essa marca subiu para 210.710.247 ataques de malware.

“Esses números revelam que o Brasil está constantemente sob ataque. Isso é feito por meio do uso de diferentes estratégias criminosas. Para vencer esse quadro, é necessário somar as mais avançadas soluções de segurança digital ao contínuo investimento na transformação da cultura das empresas”, diz Brogiato.

O estudo rastreou um aumento meteórico de ransomware, chegando a um recorde de 318,6 milhões a mais de ataques de ransomware do que em 2020. Isso significa um aumento de 105%. O volume de ransomware cresceu 232% desde 2019. Os ataques de ransomware de alto perfil afetaram empresas, governos municipais, estaduais e federais, escolas, hospitais e pessoas. Ataques atingiram as cadeias de fornecimento, causando um alto tempo de inatividade do sistema, perdas econômicas e danos de reputação. Acompanhando as tendências globais, todas as verticais encararam grandes aumentos do volume de ransomware, incluindo o governo (+1.885%), saúde (755%), educação (152%) e varejo (21%).

Já estudo da Check Point Research (CPR) analisou ataques cibernéticos observados no atual conflito Rússia/Ucrânia. De acordo com análise dos pesquisadores da CPR, os ataques cibernéticos ao governo e ao setor militar da Ucrânia aumentaram 196% nos primeiros três dias de combate, contra as organizações russas aumentaram 4% e os e-mails de phishing nos idiomas eslavos orientais aumentaram em sete vezes, sendo que um terço desses e-mails de phishing maliciosos foram direcionados a destinatários russos enviados de endereços de e-mails ucranianos.

O aumento de quase 200% nos ciberataques contra o governo e o setor militar da Ucrânia, nos três primeiros dias de combate, refere-se à comparação com os primeiros dias de fevereiro de 2022. O mesmo setor, tanto no âmbito global como na Rússia, não mostrou um aumento semelhante. Nos dias 24 a 26 de fevereiro, a CPR documentou um acréscimo de 4% nos ataques cibernéticos por organização na Rússia, em comparação com a semana anterior. Na Ucrânia, a quantidade total de ataques cibernéticos por organização aumentou 0,2%. Outras regiões do mundo experimentaram uma diminuição nos ataques cibernéticos por organização.

FONTE: MONITOR MERCANTIL

POSTS RELACIONADOS