Preço dos certificados falsos de vacinação e de testes da Covid-19 sobe 600%

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Enquanto nações ao redor do mundo se preparam para as consequências da nova variante Ômicron da COVID-19, especialistas alertam para um aumento global no fornecimento de certificados falsos de vacinação e de teste PCR/Antígeno

A Check Point Research (CPR), divisão de Inteligência em Ameaças da Check Point, alerta para o ressurgimento de falsificação de certificados de teste e de vacinação em meio a uma nova onda de infecções impulsionadas pela variante Ômicron da COVID-19. Os “fornecedores” de certificados falsos aumentaram sua atividade nas últimas semanas, à medida que diversos países introduzem ou reforçam medidas para controlar a disseminação dessa nova variante.

A União Europeia tem um programa de passaporte COVID-19 em vigor desde julho de 2021, com muitas outras nações, incluindo alguns estados dos Estados Unidos, seguindo o exemplo. As viagens internacionais também se tornaram fortemente dependentes da vacinação ou do status do teste, com países endurecendo suas regras em torno da quarentena. Alguns países como Áustria e Alemanha, agora, exigem que pessoas vacinadas duplamente também apresentem um teste PCR/Antígeno negativo.

A alta transmissibilidade e a rápida disseminação da variante Ômicron, combinadas com questões relacionadas ao recurso e fornecimento do testes rápidos de fluxo lateral e de PCR, criaram uma nova lacuna no mercado que os fraudadores estão mais uma vez procurando explorar. De acordo com os pesquisadores, pelo menos um grupo que estava ativo durante a onda da variante Delta, e permaneceu em silêncio em outubro de 2021, ressurgiu para explorar a atual situação. Os clientes em potencial podem ser pessoas que testaram positivo, se recusaram a fazer o teste ou não estão dispostas a tomar a vacina, optando por pesquisar na Internet à procura de alternativas. Os usuários incautos também podem ser vítimas, sendo atraídos para domínios fraudulentos ou suspeitos enquanto procuram orientação e conselhos genuínos.

A CPR também descobriu um aumento dramático na quantidade de dinheiro nas transações por vacinação fraudulenta ou certificados falsos de teste. Logo após o anúncio inicial dos documentos de vacinação em 2021, os certificados de teste de PCR e antígeno falsificados eram normalmente vendidos por US$ 75 a US$ 100 (R$ 430,00 a R$ 572,00). Nesta última movimentação no mercado ilegal, esses mesmos certificados custam atualmente entre US$ 200 e US$ 600 (R$ 1.144,00 a R$ 3.432,00), representando um aumento de até 600%.

“Sem um sistema centralizado para certificação de testes e vacinas, é muito fácil para os golpistas explorarem a situação atual a seu favor. Isso é certamente o que estamos verificando aqui, com alguns grupos de fraudadores que estão inativos há meses ressurgindo para ‘colher frutos’ sobre o que puderem da mudança do cenário pandêmico”, comenta Liad Mizrachi, especialista em segurança da Check Point Software.

De acordo com a especialista, muitos países ao redor do mundo apertaram suas restrições, pedindo aos cidadãos que apresentem resultados negativos de testes ou prova de status de vacinação antes de serem autorizados a entrar em grandes locais e reuniões. E as viagens internacionais, mais uma vez, foram dificultadas devido ao aumento de casos. Isso, combinado com problemas de fornecimento de kits de teste e hesitação geral sobre as vacinas, criou uma tempestade perfeita para os golpistas.

“Eles estão mais uma vez operando com confiança silenciosa, como evidenciado pelo aumento ousado e dramático nos preços que estamos vendo no mercado ilegal. Os governos precisam se unir rapidamente para combater esse último aumento no mercado ilegal ou correm o risco de ver o número de documentos falsificados aumentarem nas próximas semanas e nos meses seguintes”, finaliza Liad Mizrachi.

FONTE: SECURITY REPORT

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