Fortinet faz previsões sobre ataques cibernéticos: prepare-se

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Técnicas avançadas de crime cibernético significarão ataques de ransomware mais destrutivos e riscos para as cadeias de abastecimento

A Fortinet, provedora global em soluções de segurança cibernética, divulgou as previsões da equipe global de inteligência e investigação de ameaças do FortiGuard Labs sobre o cenário de ameaças cibernéticas para 2022 e além. Os adversários cibernéticos estão evoluindo e expandindo seus métodos de ataque para atingir novas áreas de exploração, que abrangem toda a superfície de ataque, especialmente à medida que o trabalho de qualquer lugar continua. Eles procuram maximizar as oportunidades desde a borda habilitada para 5G até a rede principal, doméstica e até mesmo via satélite no espaço.

“Os cibercriminosos estão evoluindo e cada vez mais se parecendo a grupos de ameaças avançadas persistentes, equipados para zero-day e capazes de expandir suas técnicas conforme necessário para atingir seus objetivos. Veremos ataques que se estendem além da rede, incluindo no espaço, já que os atacantes se aproveitam de um perímetro fragmentado, equipamentos e ferramentas isolados, bem como uma superfície de ataque bastante expandida”, disse Derek Manky, chefe de Insights de Segurança e Alianças Globais contra Ameaças no FortiGuard Labs da Fortinet. “Essas ameaças deixarão as equipes de TI sobrecarregadas, lutando para cobrir todos os caminhos possíveis. Para combater essas ameaças em evolução, as organizações precisam adotar uma plataforma de segurança baseada em uma arquitetura de malha de segurança cibernética”, completou.A inteligência de ameaças integrada e acionável pode melhorar a capacidade de uma organização de se defender em tempo real à medida que a velocidade dos ataques continua a aumentar 

As tendências

Os ataques são frequentemente discutidos em termos de ameaças do lado esquerdo ou direito quando vistos através de uma cadeia de ataque, como a estrutura Mitre ATT&CK. No lado esquerdo da cadeia de ataque estão os esforços feitos antes do ataque, que incluem planejamento, desenvolvimento e estratégias de armamento. À direita está a fase de execução dos ataques. O FortiGuard Labs prevê que os cibercriminosos investirão mais tempo e esforço no reconhecimento e descoberta de recursos de zero-day para explorar novas tecnologias e garantir ataques mais bem-sucedidos. Infelizmente, também haverá um aumento na velocidade com que novos ataques podem ser lançados, do lado direito, devido à expansão do mercado de “Crime-as-a-Service”.

O ransomware será mais destrutivo: continuará a expansão do crimeware e o ransomware ainda será um foco de atenção no futuro. Os atacantes de ransomware já estão aumentando o impacto, combinando ransomware com DDoS, na esperança de sobrecarregar as equipes de TI para que não possam tomar ações para mitigar os danos de um ataque. Se for adicionada a “bomba-relógio” do malware Wiper, que pode destruir não apenas dados, mas também sistemas e hardware, cria-se uma urgência adicional para que as empresas paguem o resgate rapidamente. O malware Wiper já fez um retorno aparente, visando as Olimpíadas de Tóquio, por exemplo. Dado o nível de convergência observado entre os métodos de ataque dos cibercriminosos e as Ameaças Persistentes Avançadas (APT), é apenas uma questão de tempo até que os kits de ferramentas de ransomware se juntem a recursos destrutivos, como o malware Wiper. Isso pode ser uma preocupação para ambientes de borda emergentes, infraestruturas críticas e cadeias de suprimentos.

Os cibercriminosos usam IA: a Inteligência Artificial (IA) já é usada defensivamente de várias maneiras, como na detecção de comportamento incomum que pode indicar um ataque, normalmente de botnets. Os cibercriminosos também estão aproveitando a IA para frustrar os complicados algoritmos usados para detectar suas atividades anormais. No futuro, isso vai evoluir com o aumento da preocupação com as deepfakes, porque a IA será utilizada para imitar as atividades humanas e aprimorar os ataques de engenharia social. Além disso, o espaço para criar deepfakes será reduzido graças à comercialização contínua de aplicativos avançados. Isso pode acabar levando a falsificação em tempo real por meio de aplicativos de voz e vídeo que podem passar por análises biométricas, representando um desafio para formas seguras de autenticação, como impressões de voz ou reconhecimento facial.

Mais ataques contra sistemas menores: em muitas redes, o Linux executa muitos dos sistemas de computação de back-end e, até recentemente, não era o alvo principal da comunidade cibercriminosa. Recentemente, novos binários maliciosos foram detectados visando o subsistema Windows da Microsoft para Linux (WSL), que é uma camada de compatibilidade para executáveis binários do Linux nativamente no Windows 10, Windows 11 e Windows Server 2019. Além disso, já está sendo feito malware de botnet para plataformas Linux. Isso expande ainda mais a superfície de ataque no núcleo da rede e aumenta as ameaças contra as quais é preciso se defender. Isso tem ramificações para dispositivos de tecnologia operacional (OT) e cadeias de suprimentos em geral que rodam em plataformas Linux.

Novos alvos

O desafio para os defensores no futuro é muito mais do que o número crescente de ataques ou a evolução das técnicas dos cibercriminosos. Novas áreas estão sendo exploradas, cobrindo uma superfície de ataque ainda mais ampla. Isso será especialmente difícil porque, ao mesmo tempo, as organizações em todo o mundo continuarão a expandir suas redes com novas vantagens impulsionadas pelo trabalho em qualquer lugar, pelo aprendizado remoto e por novos serviços em Nuvem. Da mesma forma, os jogos online são cada vez mais populares. Essa conectividade mais rápida em todos os lugares e o tempo todo apresenta uma grande oportunidade de ataque para os cibercriminosos. Os atores da ameaça dedicarão recursos significativos para atacar e explorar ambientes emergentes nas bordas e em qualquer lugar da rede estendida, em vez de almejar apenas a rede principal.

O crime cibernético visa o espaço: o FortiGuard Labs prevê novas ameaças de Prova de Conceito (POC) visando redes de satélite no próximo ano, à medida que o acesso à Internet via satélite continua a crescer. Os alvos mais importantes serão as organizações que dependem da conectividade baseada em satélite para apoiar atividades de baixa latência, como jogos online ou o fornecimento de serviços essenciais para locais remotos, bem como campos remotos de trabalho, oleodutos ou navios de cruzeiro e companhias aéreas. Isso também ampliará a superfície de ataque à medida que as organizações adicionam redes de satélite para conectar seus sistemas que anteriormente estavam fora da rede, como dispositivos OT remotos. É provável que esses alvos sofram ataques, como ransomware.

Proteja as carteiras digitais: o sequestro de transferências eletrônicas tornou-se cada vez mais difícil para os cibercriminosos, pois as instituições financeiras criptografam as transações e exigem autenticação multifator (MFA). As carteiras digitais, por outro lado, às vezes podem ser menos seguras. Embora as carteiras individuais não sejam tão lucrativas, isso pode mudar à medida que as empresas começam a usar cada vez mais as carteiras digitais como moeda para transações online. É provável que malwares sejam criados especificamente para atacar credenciais armazenadas e esvaziar carteiras digitais.

Fora da Borda

Mais Bordas estão surgindo pelo número crescente de dispositivos de Internet das Coisas (IoT) e OT, bem como dispositivos inteligentes alimentados por 5G e IA que permitem transações em tempo real e criação de aplicações. Novas ameaças baseadas em Bordas continuarão a surgir, à medida que os cibercriminosos visam toda a rede estendida como um ponto de entrada para um ataque. Os cibercriminosos trabalharão para maximizar quaisquer violações de segurança em potencial criadas por Bordas inteligentes e avanços no poder da computação para criar ameaças avançadas e mais destrutivas em uma escala sem precedentes. E, à medida que os dispositivos de Borda se tornam mais poderosos com mais recursos nativos, novos ataques serão projetados para “viver fora da Borda”. É provável que haja um aumento nos ataques direcionados a OT, principalmente na borda, à medida que a convergência de redes de TI e OT continua.

Os cibercriminosos prosperam da Borda: está surgindo uma nova ameaça com base na Borda que permite que o malware aproveite os kits de ferramentas e recursos existentes em ambientes comprometidos para fazer com que os ataques e a exfiltração de dados sejam vistos como atividade normal do sistema e passem despercebidos. Ataques Hafnium em servidores Microsoft Exchange usaram essa técnica para viver e persistir em controladores de domínio. Esses ataques são eficazes porque usam ferramentas legítimas para realizar suas atividades ilegais. Combinar essas técnicas com Edge Access Trojans (EADs) pode significar que novos ataques serão projetados para viver fora da borda, à medida que os dispositivos de Borda se tornam mais poderosos com mais recursos nativos e, é claro, mais privilégios. O malware de Borda pode monitorar dados e atividades de Borda e, em seguida, roubar, sequestrar ou até mesmo resgatar sistemas, aplicações e informações essenciais, evitando a detecção.

Malware como um serviço: os cibercriminosos aprenderam que podem ganhar dinheiro revendendo seu malware online como um serviço. Em vez de competir com outros que oferecem ferramentas semelhantes, eles irão expandir sua oferta para incluir ataques baseados em OT. Exigir um resgate por esses sistemas e infraestruturas essenciais será lucrativo para os cibercriminosos, mas pode ter consequências terríveis, como afetar a vida e a segurança das pessoas. Como as redes estão cada vez mais interconectadas, virtualmente qualquer ponto de acesso pode ser um alvo para invadir a rede de TI. Tradicionalmente, os ataques aos sistemas de OT eram domínio de agentes de ameaças mais especializados, mas esses recursos estão cada vez mais incluídos nos kits de ataque disponíveis para compra na Dark Web, tornando-os disponíveis para um grupo muito maior de invasores.

FONTE: INFORCHANNEL

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