Ataque cibernético sofrido pela Porto Seguro e outras grandes empresas deve servir de alerta para os Corretores

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Na última quinta-feira (14), a Porto Seguro divulgou um comunicado para informar que sofreu uma tentativa de ataque cibernético, o que resultou em instabilidade parcial em seus canais de atendimento e em alguns de seus sistemas. Em nota, a companhia diz que conseguiu conter o ataque e não houve vazamento de dados. E, antes dela, empresas de setores variados como Renner, JBS, também sofreram tentativas de invasão . O aumento dos ataques hackers contra empresas e pessoas fez as vendas de seguros contra riscos cibernéticos no país dispararem. De acordo com dados divulgados pela Agência Brasil, em julho deste ano, foram mais de R$ 9,5 milhões, volume 213,7% superior ao observado no mesmo mês de 2020.

O assunto chamou atenção do Mercado de Seguros em geral, e o Cqcs buscou o esclarecimento de um especialista para falar sobre o tema. Samy Hazan, consultor em Inovação e Professor da ENS, alertou que o risco cibernético se tornou o risco mais importante da sociedade moderna e o Corretor precisa estar atento para aproveitar essa oportunidade. “Somos uma sociedade cada vez mais conectada, mais digital, a nível pessoal e empresarial”, destacou o especialista.

Hazan explicou que o Seguro Cibernético dá suporte para as empresas em vários amparos e coberturas. “Este seguro oferece cobertura para vazamento de dados, perda de dados e principalmente a Responsabilidade Civil da empresa que sofreu o ataque perante o público, pelo vazamento de informações confidenciais, sensíveis, financeiras. Não sabemos a consequência, pois ainda não temos detalhes. Mas, no caso que tenha vazamento de dados sensíveis e essas pessoas se prejudiquem, os clientes, consumidores, isso tem uma responsabilidade civil importante”, enfatizou.

Além disso, Hazan acrescentou que em algumas companhias há uma cobertura de interrupção das atividades, ou algum lucro cessante decorrente dessa interrupção dessa atividade. “Nesses aspectos que o seguro pode ajudar”, disse. O especialista também chamou a atenção dos Corretores para este segmento, que pode ser uma grande oportunidade. “Os corretores devem aproveitar sim, porque virou um risco muito importante, como eu disse, o risco mais relevante da sociedade moderna”, disse.

Samy Hazan disse que o aumento de tentativas de ataques e de ataques ocorre praticamente toda semana, o que deixa a sociedade preocupada. “A sociedade está ficando preocupada. O mundo dos negócios está cada vez mais preocupado, e o Corretor precisa estar atento e aproveitar essa oportunidade”, aconselhou Hazan.

Brasil lidera ataques

Dados levantados pelo FortiGuard Labs, laboratório de inteligência de ameaças da empresa, apenas no Brasil foram mais de 16,2 bilhões tentativas de ataques cibernéticos entre janeiro e junho deste ano. A América Latina, no geral, segue a mesma tendência de alta e registrou 91 bilhões de tentativas de ataques na primeira metade do ano, com México ocupando a primeira posição (60,8 bilhões), seguido por Brasil (16,2 bilhões), Peru (4,7 bilhões) e Colômbia (3,7 bilhões).

A Fortinet aponta também que houve uma evolução no modelo utilizado pelos atacantes, com o crescimento do chamado Ransomware-as-a-Service (RaaS), onde alguns cibercriminosos se concentram na obtenção e venda de acesso inicial a redes corporativas, o que alimenta ainda mais o crime cibernético. Como exemplo, em julho deste ano, o FortiGuard Labs encontrou um Ransomware-as-a-Service denominado “Blackmatter”, que inclui um “pacote” com ransomware, sites de pagamento e manuais de operação para que seus membros e afiliados possam infectar o alvo com as ferramentas fornecidas. Acessos a redes corporativas nos EUA, Canadá, Austrália e Reino Unido, potencialmente vindo de funcionários das empresas, foram oferecidos por valores de US$ 3 mil a US$ 100 mil.

FONTE: SEGS

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