Em pesquisa, Hospitais afirmam que ciberataques aumentam mortes de pacientes

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Ataques de ransonware, nos quais um software malicioso trava as máquinas até os criminosos receberem um resgate, são uma realidade que pragueja instituições de saúde. Um relatório da empresa de segurança Censinet tentou trazer luz ao tamanho da ameaça de hospitais sofrendo ciberataques nos Estados Unidos, onde o problema é pior. As conclusões são preocupantes para qualquer país. 

A pesquisa, conduzida pelo Ponemon Institute sob contrato da Censinet, ouviu profissionais em 600 instituições de saúde dos EUA – não só hospitais e clínicas, como fabricantes de equipamentos – sobre suas experiências nos últimos dois anos.

A primeira informação relevante é essa: quase metade das instituições foram atacadas. Mais 40% dos profissionais afirmam que suas instituições sofreram ataques de ransomware no período.

Das que sofreram, 70% afirmaram que os ataques levaram a atrasos nos testes e atrasos em dar alta a pacientes. 36% mencionaram complicações graves nos hospitais aumentando por conta dos ciberataques. 

O mais impactante: 20% afirmaram que acreditam que mais pacientes morreram por conta das invasões.

Por fim, mais de metade das instituições afirmaram que não estão prontas para impedir ciberataques.

Hospitais relutam em admitir impacto de ciberataques

Falando ao The Verge, Ed Gaudet, CEO fundador da Censinet, comenta os resultados: “Há suficiente impacto do ransomware no tratamento de pacientes para dizer que é inegável. Não devemos ter medo de olhar para esses dados, de continuar insistindo na questão”.

Gaudet, por um lado, diz: “Temos que ser cuidadosos e não reagir precipitadamente. Mas se é apenas um e meio por cento, devemos nos importar com esses dados”.

Por outro, ele acredita que a indústria médica é relutante em considerar o impacto dos ciberataques. 

Isso porque hospitais acreditam que admitir possa manchar sua reputação. Ninguém, afinal, quer admitir que cibercriminosos causaram a morte de seus pacientes. Não só a reputação do hospital está em risco, mas o sistema inteiro, numa época de ceticismo de parte da população com os tratamentos de saúde científicos. E, além disso, haveria uma pressão para hospitais simplesmente cederem imediatamente e pagar o resgate nos ciberataques, aumentando o incentivo aos ataques.

“Acredito que isso está chegando a um nível de criticalidade que está ganhando a atenção de CEOs e conselhos de investidores. Se o ransomware está de fato se tornando uma questão de segurança dos pacientes, eles terão que lidar com isso.”

FONTE: OLHAR DIGITAL

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