Brasil está entre os 10 principais criadores de ataques por bots

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Enquanto os ciberataques iniciados por humanos tiveram uma queda de 29% no primeiro semestre, os volumes de ataques por bots cresceram 41%, indica estudo

O primeiro semestre deste ano foi marcado por uma inversão no modus operandi do crime cibernético. Enquanto os ciberataques iniciados por humanos tiveram uma queda de 29% no período, os volumes de ataques por bots cresceram 41%, aponta o último relatório sobre crimes cibernéticos publicado pela LexisNexis Risk Solutions.

A empresa diz que, no primeiro semestre, foram observadas mudanças geográficas no volume de ataques contra as transações ocorridas na sua plataforma Digital Identity Network. Com base em endereços IP de bots, o México se une ao Brasil na lista dos dez principais criadores de ataques por bots em volume, estabelecendo ainda mais a América Latina como um ponto em evidência para ataques, tanto automatizados quanto iniciados por humanos. 

Já em relação às taxas de ataques originados na América do Norte e Europa, Oriente Médio e África (EMEA), o relatório diz que têm sido historicamente semelhantes e menores do que em outras regiões. No entanto, desde março, a América do Norte tem visto taxas mais altas de ataques diários e agora excedem EMEA, marcando uma mudança sustentada no comportamento de cibercriminosos nos Estados Unidos e no Canadá, que pode estar relacionada a uma transição anterior para um mundo pós-pandêmico.

O relatório confirma os padrões de tendências anteriores, mostrando que a indústria de serviços financeiros e as empresas de mídia suportam o impacto do aumento de ataques automatizados por botnet. Ele inclui a análise de 28,7 bilhões de transações durante o semestre, representando um aumento de 28% em relação ao ano anterior, o que é atribuído ao crescimento do volume de transações de clientes existentes e a uma maior base de clientes dentro da Digital Identity Network.

Segundo o levantamento, a tendência crescente dos pagamentos digitais, observada em economias avançadas durante a pandemia, parece ser uma mudança permanente, enquanto a transformação digital acelerada em economias e indústrias emergentes continua impulsionando o aumento das transações, além de chamar a atenção dos fraudadores.

Veja, a seguir, as principais conclusões do relatório:

  • Todas as regiões registraram aumento no volume de bots entre janeiro e junho deste ano na comparação com o mesmo período do ano passado. Isso foi mais acentuado nas regiões da Ásia-Pacífico (APAC) e América Latina, com a região EMEA apresentando o menor crescimento.
  • As inovações da indústria mudaram os perfis de riscos. O mercado de pagamentos online continua a proliferar e a se diversificar. Os serviços e carteiras digitais “compre agora, pague depois” (BNPL) estão se tornando um método de pagamento cada vez mais popular, com as transações BNPL crescendo 182% ano a ano. É provável que esse crescimento continue, pois atende à crescente população de consumidores que fazem mais transações no ambiente digital. No entanto, também cria novas vias de ataques para os cibercriminosos.
  • Os avanços relacionados à inteligência do beneficiário na Digital Identity Network estão tornando menos complicados para que os bancos e outros provedores de serviços de pagamentos rastreiem transferências de dinheiro. Isto inclui os casos em que o beneficiário tenta ocultar o seu rastro ao dividir o pagamento inicial e encaminhá-lo para outras entidades da rede de pagamento.

“O relatório não apenas confirma a confiança dos cibercriminosos em processos automatizados, mas também revela que os fraudadores estão estabelecendo redes mais sofisticadas e expansivas para realizar as fraudes”, diz Stephen Topliss, vice-presidente de fraude e identidade da LexisNexis Risk Solutions.

FONTE: CISO ADVISOR

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