Em um mundo conectado, planejar é saída para falta de insumos

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Complexo sistema de estatísticas e algoritmos pode desenvolver base sólida para estimar melhores prazos

Luis Fernando Talib*

supply chain
Foto: Shutterstock

pandemia do coronavírus trouxe um novo cenário para o mundo corporativo e destacou um fator extremamente importante: o imprevisível. Rapidamente uma doença desconhecida tomou conta da sociedade como um todo e precisou que vários processos fossem revisados imediatamente, seja no comportamento das pessoas ou no funcionamento das empresas.

Com a necessidade de se reinventar também vieram as restrições sanitárias e isso impactou diretamente diversos setores da economia que, além de sofrerem diminuição no consumo, também enfrentaram dificuldade de acesso a matérias primas, seja pela escassez ou pelo alto custo. E, se a capacidade de produção não estiver alinhada à demanda, haverá sempre essa influência direta no preço final e na disponibilidade de mercadorias.

Desde março de 2020 é comum lermos notícias sobre as paralisações em diversas plantas fabris por falta de insumos ou suprimentos. Segundo uma pesquisa da CNI (Confederação Nacional da Indústria), realizada no primeiro semestre de 2020 com mais de 1,7 mil empresas, 21% dos entrevistados relataram a triste realidade da falta de insumos.

O que tem impactado muito a distribuição de peças e matérias prima é o fato das empresas adotarem uma escala global de produção, envolvendo diferentes países, para otimizar custos, mas que, de certa forma, atrapalham a previsibilidade das entregas em curto prazo e a assertividade das demandas, sobretudo com as restrições impostas pela pandemia.

Para esse processo de acomodação das demandas e entregas se tornar eficaz é preciso um complexo sistema de estatísticas e algoritmos para desenvolver uma base sólida de informações para estimar melhores prazos.

A capacitação de todos os colaboradores da empresa frente a nova estratégia também se torna primordial. A criação da força tarefa deve ser clara e transparente. Todas as regras e condições tem que estar na mesa para se pensar em saídas diferenciadas, importantes para garantir a eficiência e competitividade.

É difícil “pensar fora da caixinha”? Sim. Em primeiro momento, em tempo de incertezas, é ainda mais difícil. No entanto, o ser humano é conhecido pela sua notória capacidade de se adaptar. Nesse sentido o departamento de RH pode atuar, sugerindo dinâmicas, ações especiais motivacionais, direcionando os colaboradores com maior dificuldade de adaptação a um acompanhamento mais próximo, enfim, o céu é o limite.

Outra etapa a ser cumprida é gerenciar o planejamento por meio de exceções. E a tecnologia é um forte aliado, porque existe no mercado ferramentas especialistas em planejamento de demanda e otimização de estoques, que são sistemas desenvolvidos para dar ao usuário segurança e agilidade. Aliás, segurança e agilidade em tempos de crise, são fundamentais para tomarmos as decisões mais corretas.

Em momentos incertos e de grande recessão, como o que enfrentamos, é evidente a necessidade de revisão constante de processos para obter o equilíbrio entre as estratégias a serem adotadas e as metas das companhias, visando criar planejamentos mais assertivo, eficazes e duradouros, visando, no futuro próximo, mesmo com o mundo corporativo ainda mais interligado, não falte insumos nas fábricas e nem produtos para os consumidores.

* Luis Fernando Talib é gerente nacional de desenvolvimento de negócios da Slimstock

FONTE: CIO

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