Cibersegurança tem baixa prioridade nos orçamentos das empresas

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O Barômetro da Segurança Digital, estudo realizado pela Mastercard e Instituto de Pesquisa Datafolha, ouviu mais de 350 gestores brasileiros e constatou que mesmo a cibersegurança sendo considerada muito importante para 80% dos entrevistados, ela é prioridade em apenas 21% das companhias

Por: Léia Machado,

Mesmo diante do avanço dos crimes cibernéticos, que assolam as empresas brasileiras e desafiam as estratégias de proteção, a cibersegurança não é prioridade para a maioria dos 351 decisores da área de tecnologia entrevistados pelo Barômetro da Segurança Digital, uma pesquisa solicitada pela Mastercard ao Instituto Datafolha. De acordo com o levantamento, hoje, a cibersegurança é considerada muito importante para mais de 80% das empresas, entretanto, tem prioridade nos orçamentos em apenas 21% das companhias entrevistadas.

O estudo também apontou que 57% das organizações que participaram da pesquisa são alvo de fraudes e ataques digitais com média ou alta frequência e que apenas 32% das empresas entrevistadas possuem uma área própria de cibersegurança.

O estudo foi realizado entre os dias 01 e 25 de fevereiro de 2021. Por meio de entrevistas telefônicas, a pesquisa nacional conversou com 351 decisores da área de tecnologia de empresas de setores como Educação, Finanças, Varejo, Saúde e TIC. O levantamento mostrou que apesar das organizações reconhecerem a importância da cibersegurança, elas não desenvolvem políticas de segurança digital e treinamento para os seus funcionários de forma aprofundada. Menos da metade (48%) das empresas têm política de cibersegurança direcionadas para os colaboradores.

Enquanto a maioria afirma ter um plano de resposta a um possível ataque cibernético, apenas um terço fez algum tipo de teste preventivo nos três meses antecedentes à realização da pesquisa. 24% das empresas consideram estar bem-preparadas para reagir a um ataque cibernético.

De acordo com os entrevistados, as principais dificuldades na área de cibersegurança são: conscientizar colaboradores sobre a importância do assunto e encontrar profissionais qualificados para gerir o sistema de segurança. Além disso, o uso de contas pessoais de e-mail, acesso às redes sociais e a navegação na internet são apontadas como as principais ameaças para segurança digital.

“Investir em cibersegurança é importante para trazer confiança para gestão dos negócios e credibilidade diante de clientes e parceiros. Hoje, mais do que nunca, os consumidores desejam interações simples, rápidas e seguras com quem se relacionam online. Por isso, cabe às organizações endereçarem este ponto internamente”, pontua Estanislau Bassols, Gerente Geral da Mastercard, em coletiva online de imprensa realizada hoje (01).

Segundo o executivo, é importante destacar a importância de desenhar uma estratégia de prevenção, garantindo blindagem dos sistemas e processo seguro de ponta a ponta. “A velocidade com que tecnologias avançam exige que estejamos um passo à frente do cibercrime, não só para mantermos tudo protegido, mas também para conquistarmos a confiança dos consumidores”, completa.

Em geral, a pesquisa aponta que a maioria das companhias possuem grandes oportunidades a serem exploradas em cibersegurança. Entre os insights gerados e melhores práticas, o destaque vai para:

*Fazer simulações de riscos e fraudes frequentemente sem esquecer dos parceiros e terceiros;

*Ter uma área focada em cibergurança na companhia;

*Treinar e conscientizar os funcionários sobre a importância da segurança no ambiente digital;

*Contratar e fazer parcerias com empresas que ofereçam soluções em cibersegurança.

FONTE: SECURITY REPORT

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