Novo indicador dá “nota vermelha” a empresas brasileiras na matéria de tecnologia e inovação

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Estudo conduzido pela IDC Brasil a pedido da Oi Soluções mostra que índice de 48 para empresas quando avaliadas seus estágios em segurança, infraestrutura e serviços de TI

de João Monteiro

Oi Soluções e a IDC Brasil divulgaram hoje (13/5) um novo estudo que serve como um indicador da maturidade da tecnologia nas empresas brasileiras. Chamado de Inexti (Indicador de Excelência em Tecnologia e Inovação), o estudo avaliou empresas com mais de 250 funcionários de diferentes setores da economia e em todas as regiões do País e apontou que o índice de excelência, que vai de zero a 100, é de 48.

Para chegar a este número, a IDC Brasil fez diversas perguntas focadas em três pilares: segurança, modernização de infraestrutura e serviços de TI. Considerando cada área separadamente, a cibersegurança ocupa o pior índice, apenas 40,1. Modernização de infraestrutura aparece com 54,3 e serviços de TI com 49,7. 

Luciano Saboia, gerente de TIC da IDC Brasil, destacou, durante a coletiva de apresentação do estudo, que 45% das empresas contam com um CISO/CSO ou um CTO como responsável pela área de segurança. O dado mostra que 46% das empresas que possuem um CISO ou CSO monitoram todo o seu ambiente de TI, enquanto a média total do estudo mostra que 36% tem tal conhecimento. 

Além disso, quando se fala em testes periódicos dos recursos de contingência e redundância da TI, apenas 36% alcançaram maturidade alta, sendo que outros 36% têm maturidade média. Já no tópico de proteção e controle de arquivos na nuvem, a maturidade é maior. 48% estão com índices altos, 31% estão com baixa maturidade. 

Outro ponto mostra que a gestão da segurança por time próprio da TI é de praxe no Brasil, com 49% das empresas optando por este modelo. A mescla entre um time próprio e a terceirização da segurança é uma opção por outros 42%. 

Ambientes tradicionais ainda predominam 

O estudo também mostrou que grande parte das empresas (84%) ainda preferem contar com data centers próprios on premises. Para o country manager da IDC Brasil, Denis Arcieri, esta opção foi tomada no passado, quando as empresas estavam mais preocupadas com a segurança da infraestrutura física e com a latência. 

Em um cenário onde as pessoas trabalham de casa e tudo começa a ser utilizado pela nuvem, a expectativa é que a situação mude, já que os principais benefícios do on premises são eliminados. “Haverá pressão e uma mudança da arquitetura deve acontecer nos próximos dois anos”, afirma Arcieri. 

Uma transição para a nuvem já começou, como mostra o Inexti, com 35% das empresas utilizando tanto seu próprio data center quanto a nuvem. Além disso, 39% das empresas já estão usando a nuvem para workloads críticos, enquanto 14% estão planejando. 

Outro ponto que Saboia trouxe foi o compartilhamento de custos de TI com outras áreas de negócio, considerado algo frequente para 57% das empresas. “Isso indica que as empresas começam a enxergar a área de TI quase como um fornecedor de serviços”, aponta. “A mudança de mindset das empresas é necessária para acelerar a transformação”, complementa Arcieri.

FONTE: IP NEWS

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