Invasões com acesso remoto cresceram 242% com alta de home office no Brasil

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Com a pandemia do novo coronavírus (SARS-CoV2) e a necessidade urgente de permitir que os colaboradores trabalhem de casa, as empresas do mundo inteiro passaram a confiar em um protocolo antigo, mas que continua eficaz — o RDP, sigla para Remote Desktop Protocol ou Protocolo de Área de Trabalho Remota. Trata-se de um padrão proprietário da Microsoft que permite configurar um computador para que ele possa ser usado à distância.

O problema é que, de acordo com um levantamento da Kaspersky, os criminosos cibernéticos perceberam uma bela oportunidade nesse cenário e aumentaram suas investidas às máquinas RDP. Em comparação com o ano passado, o número de ataques ao protocolo cresceu em 242% globalmente, com 3,3 bilhões de incidentes sendo defendidos pela companhia em seus clientes ao redor do mundo. No Brasil, o crescimento foi de 235%.

“A transição para atividades online não foi algo fácil, especialmente considerando que já vivíamos no que pensávamos ser um mundo digitalizado. Conforme o foco mudou para o trabalho em casa, o mesmo aconteceu com os cibercriminosos. Fico feliz em dizer que o processo de adoção foi rápido e que criamos novas rotinas”, explica Dmitry Galov, pesquisador de segurança da Kaspersky.

Gráfico mostra crescimento de ataques a máquinas RDP (Imagem: Reprodução/Kaspersky)

“As economias estão sobrevivendo e vão se recuperar. Por outro lado, sabemos agora que ainda temos muito a aprender sobre o uso responsável da tecnologia, especialmente quando se trata de compartilhamento de dados”, continua o executivo. Além dos ataques a servidores remotos, a companhia ressalta que os agentes maliciosos também estão tirando vantagem do crescente uso de apps não homologados pela TI — o famoso shadow IT.

O termo é empregado para descrever a adoção voluntária, por parte do colaborador, de serviços online, plataformas e softwares cujo uso não é autorizado ou monitorado pela equipe de tecnologia da empresa. Dessa forma, a Kaspersky detectou, em 2020, cerca de 1,7 milhão de arquivos maliciosos que se disfarçam de instaladores desses programas, incluindo aplicativos de videoconferências ou de mensagens instantâneas.

Apps mais usados como “iscas” de shadow IT (Imagem: Reprodução/Kaspersky)

“Um dos maiores desafios de 2020 acabou sendo como reconhecer os perigos que existem no mundo online. O ponto principal não foi o aumento repentino por serviços online, mas sim o nível de conscientização dos novos usuários, pois muitos deles eram pessoas que evitavam se expor digitalmente”, explica Galov.

“Não digo que eles eram alheios à necessidade de cibersegurança, mas essas pessoas simplesmente escolheram não usar serviços digitais e estavam menos informadas sobre o que pode acontecer na internet. Por ter um nível mais baixo de consciência dos perigos online, esse grupo de pessoas acabou sendo um dos mais vulneráveis durante a pandemia. Espero que este aprendizado nos ajude a aumentar o nível de conscientização sobre cibersegurança dos novos clientes a partir de agora”, finaliza.

FONTE: CANALTECH

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