Pornografia infantil, crime financeiro e cibercrime explodem durante a pandemia

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A normalização da internet, durante o confinamento, ajudou a disparar a criminalidade online. A conclusão vem plasmada no último relatório da Europol.

Relativamente estáveis, “as principais ameaças relacionadas com a exploração do abuso de crianças” registaram um novo pico durante a pandemia. Fraudes em pagamentos, extorsão, crimes financeiros, roubo de identidade, sequestro de páginas de empresas públicas ou privadas, entre uma data de outros crimes do mundo virtual dispararam ao ritmo do confinamento. O alerta é da Europol, que no seu último relatório sobre o a pirataria informática, Avaliação da Ameaça do Crime Organizado na Internet (IOCTA), não hesita em dizer que a “covid-19 desencadeia uma tendência ascendente de cibercriminalidade, dentro e fora da Europa”.  

Naquele que já o 7º relatório sobre os crimes do século XXI, a polícia de investigação europeia fala num “novo normal”, apesar de sublinhar que a pandemia “agravou problemas existentes”, não criando, portanto, novos paradigmas.

Numa perspetiva de segurança, defende que “embora a crise da covid-19 nos tenha mostrado como os criminosos se aproveitam ativamente da sociedade no seu estado mais vulnerável, este comportamento oportunista dos criminosos não deve ensombrar o panorama de ameaça global”. Quer isto dizer que, em vez de cair numa situação de alarmismo, a população deve manter-se atenta e seguir todas as recomendações para evitar ser alvo de uma fraude ou de um hacker. 

Sentido de oportunidade

O sequestro ou a invasão de um computador ou de uma conta, seja numa rede social, seja bancária, é cada mais frequente. A par dos roubou de dinheiro ou identidade, as fraudes e as falsificações de máscaras de proteção facial, viseiras ou álcool gel também caíram na teia da Europol. 

“Os criminosos exploraram rapidamente a pandemia para atacar pessoas vulneráveis; o phishing, as fraudes online e a divulgação de notícias falsas tornaram-se uma estratégia ideal para os cibercriminosos que procuram vender artigos que afirmam que irão prevenir ou curar a covid-19”, concluíram os investigadores em apenas seis meses. 

Com meio mundo confinado, a aceder, a partir de casa aos backoffices do trabalho, a pagar contas, entre uma data de possibilidade que a internet oferece, as extorsões também se tornaram mais frequentes, com os hackers a construirem sistemas malígnos, ou malwares, cada vez mais sofisticados. 

Crime, operações e transações financeiras criminosas, como lavagem de bens ou dinheiro continuaram a fazer-se em plena pandemia. 

Desafios 

Na óptica dos investigadores do orgão de policial europeu, “a encriptação continua a ser uma característica clara de um número crescente de serviços e ferramentas”. 

Acrescenta que um dos principais desafios para a “aplicação da lei é como aceder e recolher dados relevantes para investigações.

FONTE: CONTACTO

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