Um mês após ataque hacker, Unicamp ‘corrige fragilidades’ de sistemas e polícia mantém sigilo

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Um mês após anunciar que foi alvo de um ataque hacker que violou dados privados, a Unicamp afirma que os sistemas alvos de invasão foram reconfigurados e que “fragilidades estão sendo corrigidas”. Já a Polícia Civil mantém o sigilo sobre as investigações. Ninguém foi preso ou tratado como suspeito pelo crime. 

A Universidade Estadual de Campinas anunciou no dia 23 de janeiro que tinha identificado a invasão de seus sistemas computacionais, com “consequente vazamento de dados privados”. 

Procurada para comentar as medidas adotadas um mês após o caso vir à tona, a Unicamp informou, em nota, que a investigação segue no âmbito policial e que “vem colaborando em tudo que é demandada”. 

Em nota, a reitoria da Unicamp disse que autorizou a quebra do sigilo de contas de e-mails demandadas pela polícia – a equipe do 7º Distrito Policial, que cuida do caso, pediu à Justiça quebra do sigilo de dados dos IPs (identificação) de computadores

“Tão logo seja concluído o inquérito, a Unicamp analisará outras medidas que se fizerem necessárias”, informa a universidade.

Também por meio de nota, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) de São Paulo disse que laudos periciais foram solicitados e estão em andamento para serem inseridos no inquérito. 

“Detalhes não podem ser divulgados porque as investigações demandam sigilo nas informações”, destaca a pasta. 

O caso

A violação de dados em sistemas computacionais foi confirmada pela Unicamp em 23 de janeiro. Na ocasião, a assessoria da universidade informou que o ataque foi detectado pela Diretoria Acadêmica, reportado às autoridades, e que a Coordenadoria Geral de Tecnologia de Informação e Comunicação (CITIC) designou uma equipe para identificar o que provocou o incidente e qual a extensão dos danos

“Não podemos divulgar que tipo de dados foram vazados, mas são bastante limitados e se referem única e exclusivamente a privacidade desses indivíduos afetados. Esses dados foram sequestrados e agora estão nas mãos de terceiros”, informou a universidade à época. 

A Unicamp limitou-se a informar que os dados que foram vazados são privados e que não afetam as pesquisas acadêmicas. 

FONTE: G1

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