Vulnerabilidade grave no WinRAR permitia acessos remotos em PCs Windows

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Uma falha de segurança de alta gravidade no WinRAR permitia acessar remotamente dispositivos com Windows, abrindo as portas para a realização de diferentes tipos de atividades maliciosas. Detalhes sobre o problema foram divulgados pela Zero Day Initiative na última quinta-feira (17).

Descoberta em junho pelo pesquisador de segurança “goodbyselene”, a vulnerabilidade em questão afetava o processamento de volumes de recuperação do programa. A falta de validação correta dos dados fornecidos pelo usuário possibilitava a gravação de dados fora dos limites da memória atribuída ao software.

Se explorada por cibercriminosos, a brecha poderia ser aproveitada para a execução remota de códigos maliciosos no computador da vítima, ao abrir um arquivo compactado com a ferramenta. Com isso, invasores teriam a chance de espalhar malware para roubar dados, realizar ataques com ransomware e outras práticas ilícitas.

Rastreada como CVE-2023-40477, a falha no WinRAR exigia a interação do usuário para ser explorada, induzindo o alvo a acessar um site fraudulento ou abrir um arquivo malicioso. Por conta dessa característica, ela recebeu a pontuação 7,8 em um índice de risco que chega a 10.

Atualize para corrigir a vulnerabilidade

A boa notícia para quem usa o popular compactador e descompactador de arquivos é que a vulnerabilidade já foi corrigida pelos desenvolvedores do utilitário. A solução está no WinRAR 6.23, lançado no dia 2 de agosto, que pode ser baixado no site da RARLAB — recomenda-se a instalação imediata para mitigar possíveis ameaças.

O update também corrige outros tipos de bugs encontrados recentemente no programa, como a abertura de um arquivo errado após o usuário clicar duas vezes em um item, em um arquivo especialmente criado. A compilação soluciona ainda o erro que levava à aplicação de temas de interface a ícones de arquivo mesmo com tal opção desativada.

Embora o WinRAR tenha grande popularidade, característica que tornava a exploração vantajosa para os criminosos virtuais, não há registros de ataques cibernéticos realizados a partir do bug, até o momento.

FONTE: TECMUNDO

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