Votação online no Equador é alvo de ciberataques, afirma agência 

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Eleição acabou sendo prejudicada por dificuldades na votação online para cidadãos que vivem no exterior. Agência eleitoral do país atribuiu os incidentes a ataques cibernéticos

O Equador realizou no domingo, 20, as eleições nacionais em um segundo turno para completar o mandato presidencial interrompido pelo atual presidente, Guillermo Lasso, em meio a uma profunda crise de insegurança, com grupos criminosos tomando o controle de várias regiões do país. Não bastasse isso, a eleição acabou sendo prejudicada por dificuldades na votação online para cidadãos que vivem no exterior. Agência eleitoral do país atribuiu os incidentes a ataques cibernéticos originários de sete países diferentes.

No dia da votação, os eleitores ausentes inundaram as redes sociais para expressar sua frustração por não poderem votar por meio de um sistema online criado pelo governo. Cerca de 120 mil equatorianos que vivem fora do país foram registrados para votar nas eleições, e muitos deles não conseguiram acessar o sistema de votação antes do encerramento das urnas.

Em entrevista coletiva no domingo, Diana Atamaint, presidente do Conselho Nacional Eleitoral, culpou os ataques cibernéticos pelos problemas com a votação telemática, embora não tenha entrado em detalhes sobre a natureza deles. “Informamos ao povo equatoriano que, segundo relatórios preliminares, a plataforma de votação telemática sofreu ataques cibernéticos que afetaram a fluidez do acesso à votação”, disse ela. “Também esclarecemos e enfatizamos que os votos expressos não foram violados.” Ela continuou dizendo que os ataques “foram identificados como provenientes de sete países: Índia, Bangladesh, Paquistão, Rússia, Ucrânia, Indonésia e China”.

Em entrevista à afiliada em espanhol da CNN, Atamaint disse que os eleitores na Europa foram especialmente afetados. “As autoridades eleitorais vão analisar no âmbito da lei o que é apropriado fazer”, disse ela.

Até a tarde desta segunda-feira, 21, com 80% dos votos apurados, a candidata de esquerda Luisa González estava à frente, mas enfrentará o segundo colocado, Daniel Noboa, no segundo turno em outubro.O candidato presidencial Fernando Villavicencio foi assassinado durante um evento de campanha em Quito no início deste mês, levantando preocupações sobre a democracia no país. A votação parece ter ocorrido sem problemas em nível local, mas problemas com o sistema de votação no exterior despertaram raiva e suspeita entre os eleitores. Com agências de notícias internacionais.

FONTE: CISO ADVISOR

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