“Sua voz é única!” Na verdade, não é mais.

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Segundo a Universidade de Waterloo, na Bélgica, os sistemas de autenticação por voz são vulneráveis a ataques de IA. Segundo o estudo, a nova técnica é capaz de ultrapassar esses sistemas em 99% dos casos.

Uma nova técnica desenvolvida por pesquisadores da Universidade de Waterloo, na Bélgica, mostra que sistemas de autenticação por voz são vulneráveis a ataques de inteligência artificial. Segundo o estudo, a nova técnica é capaz de ultrapassar esses sistemas em 99% dos casos.

Os sistemas de autenticação vocal, que são menos usados no Brasil, mas comuns nos Estados Unidos e Europa, funcionam com perfis criados a partir da voz dos clientes. Uma gravação no momento do acesso é comparada com a identidade armazenada nos servidores, em busca de similaridades e sinais de manipulação ou sintetização que distinguem uma amostra artificial da real.

A técnica desenvolvida pela equipe da Universidade de Waterloo se concentra na remoção dos marcadores usuais de uma voz gerada a partir de IA. Com o uso de softwares capazes de reconhecer esses marcadores e sinais usuais de deepfakes, os pesquisadores criaram áudios praticamente sem falhas.

Após um máximo de seis tentativas, a taxa de sucesso do ataque foi de 99%. Esse limite costuma ser usado pelos bancos para bloquear o acesso em caso de falta de correspondência com a biometria vocal armazenada. As vozes editadas foram geradas a partir de um sintetizador com tecnologias de inteligência artificial também usadas para a criação de deepfakes.

Os especialistas alertam para a insegurança da autenticação vocal e recomendam o uso de outros métodos de verificação, como aplicativos para celular, biometria facial ou impressão digital. Essas alternativas são consideradas mais seguras para atividades sensíveis, como operações financeiras.

O estudo da Universidade de Waterloo mostra ainda que o método desenvolvido pode superar até mesmo as barreiras mais recentes implementadas pelas instituições financeiras após pesquisas e métodos divulgados no início do ano. A possibilidade de fraudes envolvendo operações financeiras não autorizadas e transferências indevidas se torna um risco real.

Com informações da Universidade de Waterloo

FONTE: OLHAR DIGITAL

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