
Os roteadores da TP-Link são desenvolvidos em parceria com a empresa de segurança virtual Avira, para assegurar a proteção dos usuários que utilizam os aparelhos. Mas aparentemente, essa atuação em conjunto vai além da produção dos dispositivos, com a Avira também recebendo informações de tráfego das conexões em que os transmissores estão ligados.
Segundo o usuário do Reddit ArmoredCavalry, o roteador TP-Link Archer AX3000, que ele utiliza em sua casa, registrou mais de 80 mil pedidos de transferência de dados para variadores servidores da Avira, como o SafeThings.
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O SafeThings é uma plataforma por assinatura da Avira que realmente faz interface com roteadores, para permitir que redes locais possam operar sem o risco de serem afetadas por dispositivos de Internet das Coisas (IoT) que possam ser comprometidos. Além disso, ela também analisa o tráfego da conexão, para poder mitigar ameaças que tenham comportamentos atipicos. A ferramenta pode ser configurada pelos usuários.
A Avira afirma que os usuários têm total controle do SafeThings, mas a informação de ArmoredCavalry mostra um cenário interessante: o processo de análise continua mesmo quando o usuário não tem uma assinatura ativa do serviço, o que também ocorre caso todas as opções relacionadas aos softwares de segurança da empresa estejam desabilitados na configuração do dispositivo.
Problema não é novo
Em maio de 2021, um problema semelhante foi relatado no site XDA, envolvendo o roteador TP-Link Deco X68. Na época, a TP-Link prometeu estudar o problema e desenvolver soluções, mas até agora nada foi apresentado.
Quanto a questão do roteador atual, o Canaltech entrou em contato com a TP-Link, pedindo um posicionamento da empresa. Assim que recebermos uma resposta, atualizaremos este conteúdo.
FONTE: CANALTECH