Procon-SP notifica Mercado Livre para esclarecer ataque hacker

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Mercado Livre recebeu na terça-feira (8) uma notificação do Procon-SP pedindo explicações sobre o recente vazamento de dados de cerca de 300 mil clientes da plataforma. O fato foi confirmado pela própria empresa na segunda-feira (7).

O órgão de defesa do consumidor deu até esta sexta-feira (11) para a marketplace com matriz na Argentina esclarecer algumas questões, como:

  • Quando a empresa constatou o problema;
  • Quais serviços de atendimento foram atingidos;
  • Quantos consumidores foram afetados;
  • Quais transações e operações foram (e ainda estão) comprometidas;
  • Quais os impactos para o consumidor;
  • Se o banco de dados da empresa foi afetado
  • Quais os tipos de informações comprometidas.

A companhia também deverá explicar quais providências e protocolos de segurança foram adotados, quantas reclamações foram registradas nos canais da empresa e se esses consumidores estão sendo direcionados para um canal específico de atendimento.

Mercado Livre x LGPD

O Procon-SP também quer que a empresa comprove se adota medidas técnicas e administrativas de segurança para proteger os dados pessoais dos clientes contra ciberataques, além de situações acidentais ou ilegais de destruição, perda, alteração, comunicação ou qualquer forma de tratamento inadequado, como prevê o artigo 46 da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).

A empresa deverá também esclarecer:

  • Se tem um encarregado de dados (data private officer, como o cargo também é conhecido) nomeado;
  • Se realizou treinamento dos seus colaboradores sobre a aplicação da LGPD;
  • Apresentar outras informações (declaração de equipe dedicada de resposta a incidentes; procedimentos para análise de incidente com dados pessoais; medidas tomadas para mitigar danos e relatório de impacto).

O que diz o Mercado Livre

Procurado pelo Canaltech, o Mercado Livre diz que responderá ao Procon dentro do prazo. A empresa já  havia adiantado na segunda (7), via e-mail aos clientes, que ativou protocolos de segurança e estão medidas “rigorosas” para evitar novos incidentes.

Os e-mails também traziam dicas de proteção contra ataques de phishing, como ignorar contatos que venham em nome do e-commerce, a troca de senha de tempos em tempos e a ativação de sistemas de autenticação em duas etapas.

FONTE: CANALTECH

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