PMEs pagaram até R$ 100 mil para recuperar dados, diz pesquisa

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Levantamento revela que o segmento que abrange de micro a médias empresas representou 55,6% dos ataques cibernéticos, contra 44,6% de grandes empresas

À medida que entramos na segunda metade de 2023, a questão da segurança cibernética nas empresas tornou-se mais preocupante do que nunca. As ameaças cibernéticas evoluíram e se intensificaram em complexidade e frequência, mirando empresas de todos os tamanhos e em todos os setores. 

Uma pesquisa com 1.547 empresas de todo o país, realizada pela Ax4B, empresa especializada em soluções tecnológicas, revela que pequenas e médias empresas (PMEs) desembolsaram até R$ 100 mil em pagamento de resgates para recuperar dados após ataques de ransomware.

Os dados jogam luz sobre um cenário preocupante no espaço cibernético brasileiro, com operadores de ameaças cada vez mais mirando empresas de pequeno e médio porte. De acordo com o levantamento, o segmento que abrange de micro a médias  empresas representou 55,6% dos ataques cibernéticos, contra 44,6% de grandes empresas.

“É alarmante ver que tantas pequenas e médias empresas estão sendo atingidas por ataques cibernéticos e pagando valores significativos em resgates. Isso sublinha a necessidade urgente de soluções de segurança cibernética mais fortes e uma melhor conscientização sobre práticas seguras”, diz Gustavo Oliveira, head de segurança da informação da Ax4B.

No que se refere à representatividade por setor, a pesquisa constatou que o comércio correspondeu a 19,8% dos ciberataques, o setor de serviços equivaleu a 48,1% e o setor industrial, a 19,7%. Em relação ao formato em que  a empresas atuam, 44,6% dos entrevistados apontaram o trabalho presencial, 39,7% híbrido e 15,7%, remoto.

“Não importa o modelo de trabalho adotado por uma organização, seja ele presencial, remoto ou híbrido, o fato é que os ataques cibernéticos podem acontecer em qualquer um deles. Na era digital em que vivemos, a segurança cibernética ultrapassa os limites físicos de nossos escritórios. Hoje, cada conexão, cada dispositivo e cada ponto de dados pode ser um vetor de ataque”, enfatizou Oliveira.

No que diz respeito ao  pagamento de resgate, 61,5% indicaram que já pagaram pela recuperação dos dados, sendo que 15,3% pagaram até R$ 10 mil, 12,9% de R$ 10 mil a R$ 50 mil, 22,6% de R$ 50 mil a R$ 100 mil,  45,7% acima de R$ 100 mil — 3,5% não souberam ou não quiseram revelar se pagaram e a quantia desembolsada.

O pagamento para o resgate de dados é uma realidade preocupante para muitas empresas atingidas por ataques cibernéticos. No entanto, esta prática é extremamente controversa e não recomendada por especialistas em segurança cibernética, incluindo nós na Ax4B, aponta Oliveira. “Pagar resgate pode parecer a maneira mais rápida de recuperar dados essenciais para a operação do negócio, mas é importante compreender as implicações desta decisão. Primeiro, não há garantia de que os cibercriminosos realmente devolverão os dados após receberem o pagamento. Em muitos casos, as vítimas pagam e ainda assim não recuperam seus dados. Além disso, pagar o resgate também incentiva esses criminosos a continuar realizando esses ataques, colocando ainda mais empresas em risco”, avalia.

Segundo Oliveira, o mais eficaz é investir em medidas preventivas robustas de segurança cibernética, como sistemas de backup de dados, soluções de detecção de ameaças e treinamento de funcionários em práticas seguras. Além disso, um plano de resposta a incidentes é crucial para que a empresa possa agir rapidamente em caso de um ataque, minimizando os danos e o tempo de recuperação.

FONTE: SECURITY REPORT

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