ONU: milhares de pessoas são forçadas a atuar em crimes cibernéticos na Ásia

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Segundo a ONU, pelo menos 120 mil pessoas em Mianmar e cerca de 100 mil no Camboja são forçadas a realizar crimes cibernéticos

Alessandro Di Lorenzo 

cibersegurança

Imagem: Rawpixel.com/Shutterstock

Um relatório divulgado pelo Escritório do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos aponta que milhares de pessoas do sudeste asiático foram forçadas a participar de crimes cibernéticos. O documento afirma que elas foram cooptadas para marcar falsos encontros românticos, anúncios de investimentos e esquemas ilegais de jogo.

Crimes cibernéticos se tornaram grave problema na Ásia

  • Segundo as informações do escritório de direitos humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), pelo menos 120 mil pessoas em Mianmar e cerca de 100 mil no Camboja “podem ser mantidas em situações em que são forçadas a realizar golpes online“.
  • Os dois países enfrentam uma série de conflitos e apresentam altos índices de pobreza.
  • O relatório aponta que os crimes cibernéticos se tornaram um grande problema na Ásia, com muitos dos trabalhadores presos em escravidão virtual e forçados a participar de golpes direcionados a pessoas pela internet.
  • Laos, Filipinas e Tailândia também foram citados entre os principais países de destino ou trânsito de dezenas de milhares de pessoas, segundo reportagem da Tech Xplore.
  • As gangues criminosas têm visado cada vez mais os migrantes e atraído algumas vítimas por meio de falsos recrutamentos, sugerindo que elas estão destinadas a empregos reais.
  • A ONU destaca a “enormidade” das operações fraudulentas, com impacto exato em termos de pessoas e receitas geradas difícil de estimar por causa do sigilo e lacunas na resposta das autoridades.
  • A projeção é de que essas fraudes movimentem bilhões de dólares todos os anos.
  • Algumas vítimas foram submetidas a tortura, castigos cruéis, violência sexual e detenção arbitrária, entre outros crimes, diz o relatório.
  • Em junho, a polícia das Filipinas, liderou uma operação para resgatar mais de 2.700 trabalhadores da China, Filipinas, Vietnã, Indonésia e mais de uma dúzia de outros países que teriam sido enganados para trabalhar para sites fraudulentos de jogos online e outros grupos de cibercrime.
  • Em maio, líderes da Associação de Nações do Sudeste Asiático concordaram em uma cúpula na Indonésia em apertar os controles de fronteira e a aplicação da lei e ampliar a educação pública para combater organizações criminosas que traficam trabalhadores para outras nações, onde são obrigados a participar de fraudes online.

FONTE: OLHAR DIGITAL

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