A Wintermute,uma das maiores empresas de negociação de criptomoedas com sede em Londres foi atacada por hackers com um prejuízo de cerca de US$ 160 milhões

A notícia foi dada nesta terça-feira (20) pelo CEO da empresa por meio de seu twitter, e é o mais recente assalto que atingiu o setor há muito tempo atormentado por crimes cibernéticos.
Em um tweet, Evgeny Gaevoy relatou que a invasão teve como alvo as operações financeiras descentralizadas da Wintermute, com sede em Londres. A empresa, que fornece liquidez nas principais exchanges de criptomoedas e plataformas de negociação, permanece ativa após o hack, acrescentou.
Plataformas financeiras descentralizadas de softwares, que tem o objetivo fornecer serviços financeiros baseados em criptomoedas sem os tradicionais gatekeepers, tais como bancos, têm sido alvo de numerosos assaltos nos últimos anos. O setor é pouco regulamentado e as vítimas de crimes raramente recorrem.
A Wintermute intitula-se como “um dos maiores players” nos mercados globais de criptomoedas. Ela diz que administra “centenas de milhões” em ativos e negocia mais de US$ 5 bilhões diariamente.
Gaevoy declarou no Twitter que “haverá uma interrupção em nossos serviços hoje e potencialmente nos próximos dias”, acrescentando que cerca de 90 ativos foram invadidos.
“Se você é um credor da Wintermute, novamente, vamos resolver, mas se você se sentir mais seguro cancelando um empréstimo, podemos fazer isso”, finalizou Gaevoy.
EUA apreendem US$ 30 milhões em criptomoedas roubadas por hackers
De acordo com a Chainalysis, uma empresa de inteligência cripto, os Estados Unidos apreenderam mais de US$ 30 milhões em criptomoedas. Essas moedas digitais foram roubadas por hackers ligados à Coreia do Norte do popular jogo online Axie Infinity.
Em publicação em seu blog, a empresa afirmou que realizou uma função importante na recuperação das criptomoedas, aplicando uma lei americana e outras organizações criptográficas, sem as nomear, na primeira recuperação de criptomoeda roubada por um grupo de hackers norte-coreanos.
FONTE: OLHAR DIGITAL