IDs digitais não oficiais – quais são os riscos?

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A identificação digital se tornou rapidamente uma parte integral de nossas vidas cotidianas, simplificando processos tanto para indivíduos quanto para empresas.

O que antes era considerado uma tecnologia exclusiva para “nativos digitais conhecedores de tecnologia” agora se tornou mais mainstream, com grande parte da população adotando identidades digitais. Essa mudança foi significativamente acelerada pela pandemia de Covid-19 e pelos lockdowns, que atuaram como catalisadores para a adoção de soluções de identidade digital.

Hoje em dia, usar um smartphone para embarcar em um avião, armazenar cartões bancários ou comprovar o status de vacinação se tornou algo natural para muitos de nós. O conceito de identificação digital está se estabelecendo rapidamente e se integrou perfeitamente em vários aspectos de nossas vidas, simplificando rotinas e interações diárias.

Preocupações com abordagens de “faça você mesmo” inseguras

Apesar da adoção de identidades digitais em todo o mundo, uma pesquisa da Thales revelou uma tendência preocupante. Quase metade (45%) dos europeus estão atualmente confiando em varreduras e fotos não oficiais e inseguras de seus cartões e documentos para comprovar sua identidade e direitos.

Armazenar varreduras de documentos de identificação oficiais (como passaporte ou carteira de motorista) em seus dispositivos cria riscos significativos de privacidade e segurança. Por exemplo, se o seu dispositivo for perdido, roubado ou hackeado, essas varreduras “faça você mesmo” que contêm todas as suas informações pessoais ficam vulneráveis.

Essas versões não oficiais “faça você mesmo” de identificação também são suscetíveis a um tipo específico de ciberataque – o Infostealer, projetado para roubar informações sensíveis de dispositivos infectados.

Um dos maiores riscos aqui está relacionado a credenciais de login comprometidas. Infostealers podem roubar credenciais de login, nomes de usuário e senhas para acessar contas de e-mail, onde as varreduras de ID do usuário são frequentemente encontradas. Varreduras de ID armazenadas em bibliotecas de fotos de telefones celulares também podem ser exploradas.

Além disso, as informações sensíveis e pessoais contidas nessas identidades não oficiais podem ser usadas por atores maliciosos para cometer roubo de identidade e fraudes financeiras.

A contradição entre segurança e conveniência

Os resultados do estudo da Thales revelaram atitudes conflitantes em relação à segurança entre os usuários de identidades digitais. Mesmo que a segurança seja de fundamental importância, uma proporção significativa ainda está assumindo riscos desnecessários ao armazenar varreduras de documentos oficiais em seus dispositivos.

Essa contradição destaca a necessidade de uma solução de identidade digital abrangente e universalmente aceita que garanta tanto a conveniência quanto a segurança.

Os três pilares da identidade digital confiável

Na Thales, acreditamos que a identidade digital confiável se baseia em três pilares-chave: conveniência, segurança e privacidade.

À medida que a identidade digital se torna cada vez mais essencial em nossas vidas, é crucial abordar as preocupações de segurança e substituir práticas de “faça você mesmo” inseguras. A crescente ameaça de “infostealers” – juntamente com as prioridades contraditórias em relação à segurança – reforça a urgência de uma infraestrutura de identidade digital robusta e confiável.

Ao adotar soluções seguras de identidade digital, podemos proteger informações sensíveis, proteger indivíduos e empresas contra ameaças cibernéticas e promover uma sociedade mais segura e digitalmente integrada.
Esse artigo tem informações retiradas do blog da Thales. A Neotel é parceira da Thales e, para mais informações sobre as soluções e serviços da empresa, entre em contato com a gente.

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