Hackers do RansomEXX anunciam vazamento do FNDE

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Os cibercriminosos que operam o ransomware RansomEXX publicaram hoje por volta das 8h00 o nome do “Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação” na sua lista de vítimas, logo acima da BRP, a Bombardier Recreational Products. A Assessoria de Comunicação do FNDE informou ao CISO Advisor “que, assim que soube do possível vazamento de informações, a Diretoria de Tecnologia e Inovação agiu prontamente e não houve comprometimento dos serviços da autarquia. Os únicos dados que foram divulgados já eram públicos”.

O grupo não deu detalhes sobre o modo pelo qual teria conseguido 62,14 GB de dados, num total de 88.066 arquivos e diretórios: foi publicado apenas um título com o nome do órgão, seu link, uma descrição do FNDE e um botão para acesso à página com os dados. 

Parte dos arquivos despejados pelo RansomEXX (clique para ampliar)

Na segunda página publicada estão links para um arquivo de texto compactado contendo a lista de arquivos, havendo também links para 128 arquivos compactados em cadeia, sendo 127 com 500MB cada e o último com 132,66MB, todos acompanhados do respectivo hash (MD5). Supostamente esses 128 arquivos compactados conteriam os arquivos baixados pelos cibercriminosos. A página é finalizada com uma senha para a cadeia de arquivos compactados, e com a soma total dos arquivos.

O RansomEXX é o ransomware que cerca de um ano atrás atingiu a Renner. Além da dela e da BRP, estão entre suas vítimas o grupo SONAE (Abril de 2022), o STJ (Novembro de 2020), o Grupo Ultra (janeiro de 2021) e a Embraer (dezembro de 2020). 

Surgido em 2018, o RansomEXX é considerado pelos especialistas um malware que opera como serviço (Ransomware as a Service). Ele foi o primeiro a ter se expandido numa versão Linux, descoberta no final de 2020. Tem motivações financeiras e opera altamente direcionado – os especialistas têm encontrado o o nome da vítima no código da carga usada nos ataques.

Os operadores fazem um reconhecimento antes de cada ataque, o que permite selecionar as ferramentas para isso. Entre elas estão o IcedID e o Vatet.

FONTE: CISO ADVISOR

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