ESET analisa os riscos do Bossware

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A ESET analisa as políticas de monitoramento e os pontos a serem considerados antes da implementação

Foto: Divulgação

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Em uma nova era para os modelos de trabalho, empresas que adotaram o home office como regime buscam formas de acompanhar as atividades dos colaboradores mesmo que remotamente. Neste contexto, a ESET, empresa líder em detecção proativa de ameaças, analisa o Bossware, um software de monitoramento por meio do registro de tela, que reporta quais programas e quanto tempo o funcionário os utiliza durante o expediente.

Quando bem executada, esse tipo de prática pode trazer benefícios e promover mais produtividade, por outro lado, os conflitos em relação à privacidade dos profissionais podem gerar processos judiciais. “Deve ficar claro que o monitoramento de funcionários não é uma iniciativa a ser tomada rapidamente. O planejamento cuidadoso do Bossware deve ser a principal ordem que a organização deve considerar”, comenta Camilo Gutiérrez Amaya, chefe do Laboratório de Investigação da ESET Latam.

O rastreamento do Bossware pode incluir acesso a trocas de e-mails, histórico de pesquisa, uso de apps, capturas de telas, webcams, uso do telefone e conteúdo das chamadas, imagens da câmera (no trabalho), rastreamento e o monitoramentos do estado físico dos sinais vitais.

As pessoas que defendem o Bossware mencionam que o uso do software pode ajudar as organizações de diversas maneiras:

  • Acompanhar os níveis de estresse no trabalho;
  • Reduzir os riscos de acidentes por falta de segurança;
  • Aumentar a produtividade, analisando quais trabalhos precisam de maior concentração e quais dedicam mais tempo;
  • Construir um lugar de trabalho mais justo, garantindo que as equipes desempenhem funções de maneira equilibrada.

Por outro lado, há desvantagens como:

  • Registro apenas uma visão parcial da produtividade do trabalho em equipe, omitindo o tempo que o trabalhador se decida a pensar e resolver problemas;
  • Aumenta os níveis de estresse e pode desmotivar os funcionários;
  • Compromete a privacidade do trabalhador.

Caso a empresa decida implementar o sistema Bossware, deve estar aliada com as regulações locais. A ESET compartilha algumas práticas que podem ser incluídas durante a implantação do modelo:

  • Considerar alternativas para a supervisão dos funcionários, como sessões de capacitação e revisões periódicas de desempenho;
  • Certificar de que o monitoramento seja necessário em toda ou somente uma parte da organização;
    Considerar a base legal para a implantação do sistema de monitoramento;
  • Assegurar-se de que o monitoramento realmente é necessário e não interfere muito na vida de trabalho da equipe;
  • Considerar o alcance do monitoramento. Vai incluir e-mail? Uso da internet? Chamadas? Para evitar problemas jurídicos, é necessário avisar a equipe para usar os dispositivos pessoais para uso pessoal;
    Ser transparente, documentando toda a política de forma clara e padronizada;
  • Assegurar que os dados coletados estejam protegidos e que somente as pessoas autorizadas possam acessá-los;
  • Seguir a prática de minimização de dados, excluindo dados que não sejam mais necessários.

“A transparência e o diálogo são chaves fundamentais para manter a equipe a bordo em uma nova era de trabalho híbrido. As melhores políticas alcançaram um equilíbrio difícil, mas necessário, entre as demandas das organizações e os direitos de privacidade”, explica Gutiérrez Amaya.

FONTE: IT SECTION

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