Entrou no Threads? Relembre riscos comuns ao usar redes sociais

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Lançamento da plataforma integrada ao Instagram reacendeu debates acerca da privacidade e controle dos usuários sobre informações pessoais

Recentemente, a Meta lançou a sua nova rede social, o Threads. Ele é um aplicativo integrado ao Instagram e permite que os usuários compartilhem fotos, vídeos e mensagens de forma rápida e direta com seus seguidores.

Ao ler essa e outras definições, parece que a plataforma não oferece qualquer risco a quem a use, mas essa não é uma percepção generalizada, especialmente entre especialistas em cibersegurança.

As redes sociais são um dos pilares da sociedade moderna e trazem diversas possibilidades de conexão entre os usuários, entretanto, elas também apresentam alguns riscos cibernéticos significativos.

No caso do Threads, a política de proteção de dados da plataforma vêm chamando atenção negativamente pela sua aparente falta de privacidade, o que é compreensível no Brasil, onde golpes online causaram um prejuízo estimado de R$ 551 milhões no ano passado, de acordo com mapeamento da OLX em conjunto com a AllowMe.

O Gerente de Marketing de Indústrias para a América Latina da Akamai Technologies, Helder Ferrão, explica que a nova rede social coleta informações sensíveis dos usuários, como dados financeiros e localização, além de implicar na transferência de dados pessoais entre plataformas, já que a conta no Threads pode ser criada somente a partir da conta do Instagram.

“O novo aplicativo coleta diversos dados relevantes e privados dos usuários e, por isso, o pico de acessos dessa rede social pode atrair cibercriminosos para fins maliciosos”, explica Ferrão.

Para se precaver de problemas envolvendo informações sensíveis, o executivo da Akamai relembrou os riscos mais comuns associados às redes sociais:

Roubo de informações pessoais

Essencialmente, as redes sociais são construídas para permitir o compartilhamento de textos, fotos, vídeos ou outros aspectos da vida cotidiana dos usuários.

Porém, muitas pessoas compartilham informações de caráter sensível em seus perfis, como nome completo, data de nascimento, números de registro, localização e nomes de familiares, o que pode acarretar em diversos problemas aos usuários.

Helder avalia que “compartilhar informações pessoais de qualquer natureza coloca em risco os usuários, já que elas podem cair em mãos erradas.

Hackers e cibercriminosos podem usá-las com fins fraudulentos, como roubo de identidade e outros tipos de ataques utilizando as informações coletadas.

Apesar de certo caráter restritivo, é aconselhado não revelar detalhes importantes da vida pessoal, sendo essa uma estratégia preventiva que pode evitar muitas dores de cabeça”.

Phishing e ataques de engenharia social

Alguns cibercriminosos se aproveitam das redes sociais para aplicarem ataques de phishing, onde se passam por alguém de confiança do usuário com o objetivo de obter suas informações sigilosas, como logins e dados bancários.

Além disso, eles apostam na engenharia social, técnica usada para induzir usuários a enviar dados confidenciais, infectar seus dispositivos com malware, abrir links para sites infectados ou realizar ações indesejadas.

“Desconfie sempre que um perfil ou página lhe pedir dados sensíveis como emails, senhas, conta bancária, localização e etc. Ainda que aparentemente, seja uma pessoa conhecida ou estabelecimento de confiança fazendo a solicitação, não envie nenhuma informação, até porque ela pode ficar salva nos chats e ser consultada posteriormente. Se possível, ainda contate a pessoa por outros meios para ter certeza que era realmente ela falando com você”, recomenda o gerente da Akamai.

Malware e links maliciosos

Não é de hoje que as redes sociais são frequentemente usadas como meio de disseminação de malware, vírus e links infectados.

Os usuários, por estarem naturalmente inclinados a clicarem em algo que lhes chama a atenção e, principalmente, se foi compartilhado ou enviado por uma pessoa de confiança, podem ser direcionados para sites infectados por meio de links suspeitos ou podem ser induzidos a realizarem o download de arquivos que contêm malware.

Ferrão afirma que é melhor pesquisar cuidadosamente algo que lhe chama a atenção ao invés de clicar em links ou baixar arquivos que foram enviado por terceiros.

“Sempre suspeite de links que receber nas redes sociais, principalmente fora de contexto. Também fique alerta caso seja impactado com alguma oferta ou promoção fora do normal, com valores abaixo dos normalmente praticados pelo mercado”.

Vazamento de dados sensíveis

As configurações de privacidade nem sempre são gerenciadas adequadamente pelos usuários ou são demasiadamente permissivas a depender da plataforma.

Essa situação pode resultar no vazamento de informações pessoais em toda internet, caso haja uma brecha de cibersegurança usada por criminosos.

“É comum vermos casos de empresas que foram atacadas e os dados de seus clientes vazados. Isso pode permitir que pessoas indesejadas acessem postagens, fotos, conversas, locais em que esteve e outros dados compartilhados automaticamente pelas configurações de privacidade, comprometendo-a. O criminoso inclusive pode usar os dados obtidos para logar em outros sites”, pontua Ferrão.

Por fim, o especialista também enfatiza que a precaução é chave para mitigar esses riscos. “Revise e ajuste as configurações de privacidade sempre que julgar necessário, seja criterioso ao aceitar solicitações de amizade ou conexão em qualquer rede social, evite postar e enviar informações pessoais sensíveis e mantenha-se atualizado sobre as melhores práticas de cibersegurança para a forma que você usa seus dispositivos e as suas redes. Outra dica é senhas fortes, de 10 a 12 caracteres, e atualizá-las periodicamente, bem como habilitar a autenticação de dois fatores e procurar a ajuda de especialistas ao perceber sinais de possíveis ataques ou atividades suspeitas em suas contas”.

FONTE: CRYPTO ID

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