Brasil volta ao ranking de países mais atacados por ransomware

0 0
Read Time:2 Minute, 12 Second

O relatório “Fast Facts”, da Trend Micro, líder mundial em soluções de cibersegurança, revela que o Brasil retornou ao ranking dos cinco países que mais sofrem ataques ransomware. A análise do panorama mundial das ameaças cibernéticas mostra o país na quarta posição da lista, que continua sendo liderada pelos EUA (21,1%) e tem o Japão (7,6%) como segundo lugar.

Após dar um salto em março, quando foram registrados mais de 2,5 milhões de ataques ransomware, o número de ocorrências voltou à média de 1 milhão, em junho, ficando, inclusive, abaixo dos casos de fevereiro. As grandes empresas continuam tendo a preferência dos cibercriminosos, que só neste primeiro semestre de 2022 já realizaram cerca de 8 milhões e 32 mil ataques desse tipo em todo o mundo. Lembrando que, ano passado, foram identificados, ao todo, 14 milhões de ataques ransomware.

O Brasil também continua liderando o ranking de ameaças de extorsão por e-mail, incluindo os de cunho sexual, levando em consideração os endereços de IP únicos, seguido pelos EUA e Índia. Notavelmente, México e Alemanha entraram no top 10 do ranking, em junho.

A tendência de alta no número de ataques cibernéticos, observada até março, começou a oscilar a partir de abril, quando teve ligeira queda, subindo um pouco em maio e caindo novamente em junho, quando foram detectadas um pouco mais de 11,4 bilhões de ameaças, sendo a grande maioria – 7,8 bilhões – via e-mail (68% das ameaças detectadas).

O top 5 de países mais atacados por e-mail não sofreu alteração em junho, com os EUA (29,9%) permanecendo como principal alvo.

No Brasil, o setor governamental continuou sendo o mais alvejado pelos criminosos digitais, em junho, seguido pelas áreas de educação e indústria. Os segmentos de seguros e saúde também ficaram na mira dos atacantes.

De acordo com pesquisa da Verizon, desenvolvida com o apoio da brasileira Apura Cyber Intelligence, em 2021, ataques conhecidos como ransomwares de dupla extorsão cresceram 13%. Nas empresas, o alvo é a busca de dados sigilosos, por vezes, em razão de sistemas infectados ou do vazamento de credenciais de funcionários.

De acordo com o relatório Global Digital Trust Insights, de 2022, da PwC, os investimentos na área de prevenção ao cibercrime tendem a crescer, com 69% dos entrevistados informando que aumentarão seus gastos em proteção cibernética no decorrer deste ano. Em paralelo, a empresa de pesquisa e consultoria em tecnologia Gartner estimou que os gastos com segurança da informação e gerenciamento de riscos totalizarão US$ 172 bilhões em 2022, contra US$ 155 bilhões em 2021 e US$ 137 bilhões no ano anterior.

FONTE: MONITOR MERCANTIL

POSTS RELACIONADOS