É cada vez mais comum ler notícias sobre grandes empresas que têm sofrido com ataques hackers, como foi o caso da Americanas, Submarino, Porto Seguro e mais recentemente, Mercado Livre.
Na contramão da segurança de grandes empresas, o consumidor pode ficar preocupado com seus dados que são preenchidos nessas plataformas, como número do CPF, cartão de crédito, endereço e outras informações que podem servir como um prato cheio a golpistas.
Mas o que fazer nessas situações?
O Diretor Executivo da IT by Insight e pesquisador em cibersegurança, Álvaro Luiz Massad, explica que de antemão, quando se tem conta em algum site que sofreu um ataque, é preciso trocar a senha.
Além disso, existem vários métodos para manter a conta segura: não usar a mesma senha para mais de uma conta, usar senhas fortes (e que não sejam óbvias, como datas de aniversário) e não compartilhar login e senha com ninguém.
Uma senha segura é composta por mais de 10 caracteres, com letras maiúsculas e minúsculas, números e caracteres especiais como #, @, * e %. Trocar de senha periodicamente também inibe a ação dos cibercriminosos.
O pesquisador explica que uma senha forte demora cerca de 5 anos para ser quebrada por algum software criminoso, portanto, isso dificulta a ação de hackers. “O crime digital quer facilidade, se o cibercriminoso tenta quebrar uma senha e demora muito, ele prefere ir para outro perfil que seja mais fácil”, comenta.
Em casos em que os dados do cliente foram vazados, é muito difícil – para o cliente – conseguir rastrear qual foi a fonte do vazamento, principalmente com o aumento de ciberataques a grandes e pequenas empresas que estão suscetíveis a esse tipo de crime.
Atualmente, existem plataformas que possibilitam ver possíveis danos que o vazamento de dados pode causar, como é o caso do Registrato , o Extrato de Registro de Informações do Banco Central, que mostra gratuitamente as informações de dívidas com bancos e órgãos públicos, cheques devolvidos, contas, chaves Pix e operações de câmbio que os cidadãos possam ter feito em seu nome.
Outro ponto importante ressaltado pelo pesquisador é que os clientes de companhias que sofrem ataques podem reclamar nos órgãos de proteção a consumidores, no intuito que eles pressionem as empresas a reforçarem sua segurança cibernética, a fim de melhorar esses quesitos, evitando novos ataques.
Na opinião do pesquisador, os cidadãos não têm muitas opções no que diz respeito à segurança de seus dados, tendo em vista que a maioria usa aplicativos de bancos, redes sociais e marketplaces diversos, mas a educação digital é uma forte barreira contra os crimes.
Deve-se pensar também em quais tipos de aplicativos se usa e no compartilhamento de dados de forma espontânea, como é o caso de aplicativos que modificam fotos, pois isso deixa a imagem dos cidadãos em posse de possíveis criminosos.
“Quanto mais educação digital a população tiver, mais difícil ficará para os criminosos. O vazamento de dados por grandes corporações é uma coisa incontrolável aos clientes, mas ficar atento ao uso correto das senhas, evitar clicar em links suspeitos e não enviar dinheiro a algum amigo ou familiar sem provas são ações eficazes para diminuir esse tipo de crime”, finaliza Massad.
FONTE: VALOR INVESTE