A importância da segurança digital na administração pública

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Essencial para a nossa rotina e também para o setor público, a tecnologia facilita, mas demanda o uso e armazenamento responsável para garantir a privacidade dos dados

Em poucos anos, muita coisa mudou. O mundo já não é mais aquele do papel, da impressora e da caneta. O desenvolvimento de novas tecnologias voltadas para a conectividade entre diferentes ferramentas e aparelhos fez com que os celulares se tornassem uma extensão de nós. Consequentemente, estamos vivendo uma era de muita exposição e compartilhamento de dados.

A digitalização dos processos, sem dúvidas, segue beneficiando toda a sociedade. No entanto, ao passo em que a internet atua como facilitadora pela centralização das informações, diferentes segmentos, em especial os setores públicos, precisam considerar e desenvolver estratégias de cibersegurança para o sucesso da transformação digital.

O avanço da tecnologia está diretamente ligado ao sucesso da conexão entre diferentes dados. Smartphones, tablets e notebooks não são mais apenas ferramentas de trabalho, se tornaram essenciais para o cuidado com alimentação, saúde e sociabilidade. E isso faz com que os nossos dados estejam sincronizados o tempo todo.

Para setores como a administração pública, essa amplitude é ainda mais preocupante;  afinal, todos os dias, milhares de cidadãos dependem dos bancos de dados do governo para realizar atividades das simples às mais complexas. Portanto, o armazenamento seguro e privado de informações sensíveis deve ser uma prioridade.

Mas não é bem o que está acontecendo no Brasil. Nos últimos anos, escândalos que envolvem o vazamento de dados estão se tornando cada vez mais recorrentes. E as medidas de enfrentamento ao problema têm sido diferentes do esperado; mesmo com a maior demanda, há corte de gastos na defesa cibernética que provoca uma vulnerabilidade digital nos órgãos da Administração Pública Federal.

A mais recente auditoria realizada pelo Tribunal de Contas da União, em 2021, mostra que 66% dos órgãos não utilizam criptografia nos dados armazenados, o que implica em um outro fator importante. A cibersegurança garante não apenas a privacidade dos usuários, como também o cumprimento da LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados), que prevê o pagamento de multas indenizatórias em caso de vazamento de informações pessoais, seja para instituições privadas ou públicas que lidem com dados.

A tendência é aumentar o fluxo de informações no ambiente virtual, e o maior investimento em segurança digital se faz necessário. Além de softwares e ferramentas, esse recurso também viabiliza a contratação de profissionais qualificados, pois os concursos abertos avaliam as competências mais adequadas para a vaga, o que contribui com a redução das chances de erros humanos na proteção.

Garantindo a segurança para os usuários no ambiente virtual, é possível ainda expandir as possibilidades para outras áreas com maior resguardo. Tecnologias como inteligência artificial, análise de big data, internet das coisas, entre outras, têm tudo para simplificar processos e expandir a capacidade de atendimento qualificado da administração pública.

FONTE: IP NEWS

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