5G não ameaça segurança na nuvem, garante Pedro Guth, especialista em cibersegurança na nuvem

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Mas, mesmo com mais tráfego e usuários simultâneos navegando, a segurança na rede não será um fator preocupante

Pedro Guth, especialista em cibersegurança na nuvem, explica que 5G é uma solução completa e representa uma evolução bem estruturada, preparada para receber maior tráfego e volume de dados

Com cobertura mais ampla e eficiente, o 5G deve trazer velocidades de transferência de dados de até 10.000 Mb por segundo (Mbps), contra um pico de 150 Mbps do 4G, um aumento de até 6600%.

Essa velocidade vai permitir uma alta no volume de transferências de dados e um número significativamente maior de conexões simultâneas.

Mas, mesmo com mais tráfego e usuários simultâneos navegando, a segurança na rede não será um fator preocupante.

Segundo o especialista na área de cibersegurança na nuvem, Pedro Guth, Tech Leader da dataRain, uma das principais parceiras da líder global de Computação em Nuvem, Amazon We3b Services (AWS) no Brasil, o 5G é uma evolução completa, resultado de um aperfeiçoamento geral, garantindo infraestrutura para suportar este crescimento.

“A nova tecnologia é um resultado de inúmeras melhorias em toda rede de infraestrutura de internet no mundo e isso vai desde melhorias de eficiência, até segurança, desempenho e estabilidade. O simples fato de estarmos seguindo para uma nova geração prova menos vulnerabilidade, na totalidade”, explica Guth, que tem o título de Champion, considerado o mais alto nível entre os instrutores da AWS, e a certificação AWS Certified Security – Specialty.

Guth lembra que cibersegurança é uma área que deve estar em constante atualização, para que os sistemas estejam sempre um passo à frente, para evitar o risco de invasões por hackers, que buscam pequenas brechas para o ataque.

Porém, na nuvem, o cuidado é redobrado.

“Quando um engenheiro traz um software exposto a um ataque para dentro da nuvem, ele corre o risco de acabar corrompendo um sistema inteiro. Mas, para isso, existem ferramentas prontas que analisam, identificam e até mitigam esses problemas. Portanto, a maior vulnerabilidade é a falta de cultura em utilizar ferramentas poderosas, como as que temos dentro do sistema da AWS”, comentou.

Além disso, segundo Guth, a nuvem tem a vantagem da velocidade, elasticidade e escalabilidade, permitindo a alteração e distribuição com acesso de qualquer lugar, sem a necessidade de instalar programas ou aumentar capacidade de hardware.

“A partir de uma visão simplista, a nuvem é a reconstrução do modelo tradicional de data centers. Esse modelo antigo é seguro – e continuará a ser por muito tempo, assim como a própria nuvem. Com o passar do tempo, novas ameaças surgem e as plataformas de nuvem, através de toda a sua dinamicidade, serão sempre as primeiras a introduzir soluções eficientes e práticas para o mercado”, ressaltou.

Para ele, o principal para garantir a segurança diante da alta de acessos é escolher as melhores aplicações para a proteção necessária ou até mesmo a melhora no desempenho.

“A nuvem é uma caixa de ferramentas, sendo assim, sempre caberá a nós utilizá-la da melhor maneira possível. Existem os que passam a vida reclamando de um martelo que não parafusa direito, quando deveriam, desde o começo, simplesmente ter usado uma parafusadeira. Nem sempre o problema está na ferramenta, mas sim na maneira que ela é utilizada”, finalizou.

FONTE: CRYPTO ID

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