O Capgemini Research Institute divulgou esta terça-feira um estudo que concluiu que 51% das empresas do setor industrial acredita que o número de ciberataques às fábricas inteligentes, as que utilizam plataformas e tecnologias digitais, irá aumentar nos próximos 12 meses, o que leva 47% a afirmar que a cibersegurança faz parte da lista de preocupações das suas administrações.
O estudo, intitulado “Smart & Secure: Why smart factories need to prioritize cybersecurity”, revela, no entanto, que poucas das empresas inquiridas têm práticas consolidadas nos principais pilares da cibersegurança, apesar de terem consciência que este tipo de fábrica aumenta o risco de ciberataques.
“Os benefícios da transformação digital fazem com que os fabricantes queiram investir fortemente nas fábricas inteligentes, mas estes esforços podem ser destruídos muito rapidamente se a cibersegurança não for uma das principais prioridades a ser considerada desde o início. O aumento das áreas suscetíveis a ataques, o número crescente de dispositivos de tecnologia operacional (OT) e de Internet Industrial das Coisas (IIOT) fazem das fábricas inteligentes um alvo muito apetecível para os cibercriminosos”, afirma Geert van der Linden, Cybersecurity Business Lead da Capgemini.
“A menos que a cibersegurança se transforme numa prioridade das administrações das empresas dificilmente o setor industrial poderá superar os desafios nesta área, educar os seus colaboradores e fornecedores, e simplificar a comunicação entre equipas de cibersegurança e líderes de negócio”, conclui.
Sendo que a cibersegurança não é um fator prioritário na planificação de muitas empresas do setor, apenas 51% desenvolvem práticas de cibersegurança nas suas fábricas inteligentes por defeito.
O inquérito foi feito a 950 empresas e realizou entrevistas aprofundadas com vários líderes de diferentes organizações à escala global em outubro e novembro de 2021 dos setores das indústrias pesada, farmacêutica, ciências da vida, produtos químicos, tecnologia, produtos de consumo, automóvel, aeroespacial e defesa.
FONTE: EXECUTIVE DIGEST