Do Risco ao ROI: como a maturidade em segurança impulsiona o valor para os negócios

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Por Lynne Murray | Director of Product Marketing for Data Security da Thales 

As ameaças cibernéticas são como alvos móveis — estão em constante evolução e cada vez mais disseminadas. Em um mundo hiperconectado, nenhum indivíduo, setor ou organização está imune. O cenário de ameaças representa um desafio sério e persistente para governos, empresas, infraestruturas críticas e indivíduos.

Muitas organizações garantem resiliência e elevam sua maturidade em segurança ao adotar um framework estruturado para orientação. Um dos principais padrões é o NIST Cybersecurity Framework (CSF) 2.0, que oferece uma abordagem abrangente e escalável para construir um programa de cibersegurança proativo. Ao seguir esse framework, as organizações conseguem lidar de forma eficaz com ameaças cibernéticas em evolução e adaptar-se ao cenário regulatório dinâmico. Além disso, o framework fornece uma estratégia em fases para implementação da segurança de dados, priorizando três objetivos-chave: conformidade, gestão de riscos e proteção de dados.

O valor da maturidade em segurança

Três razões de alto impacto mostram como a maturidade em segurança gera valor real para os negócios:

Conformidade: 57% melhores resultados

Modelos de maturidade em segurança ajudam empresas a se alinharem a normas e regulamentações relevantes. E isso faz diferença: segundo o Thales Data Threat Report 2025, 78% das empresas que falharam em auditorias de conformidade também sofreram uma violação — contra apenas 21% daquelas que foram aprovadas. Nos últimos cinco anos, a probabilidade de sofrer um ataque cibernético caiu 50% entre organizações que passaram consistentemente em suas auditorias de conformidade.

Resposta mais rápida: 25,9% de economia de custos

Uma postura de segurança madura permite detecção e resposta mais rápidas. O impacto é mensurável: violações contidas em até 200 dias custaram, em média, US$ 3,87 milhões, contra US$ 5,01 milhões em incidentes mais longos — uma economia de 24%. Organizações que detectaram violações internamente também economizaram quase US$ 1 milhão em comparação com aquelas que foram notificadas por atacantes. Velocidade importa para reduzir danos financeiros, tempo de inatividade e garantir continuidade dos negócios.

Confiança: 30 a 40 pontos mais alta

A confiança do consumidor em serviços digitais está em declínio: 82% abandonam marcas por preocupações com privacidade e segurança de dados. O Thales Digital Trust Index mostrou que 64% dos consumidores afirmaram que sua confiança aumentaria significativamente se tecnologias avançadas e inovadoras fossem utilizadas para proteger dados sensíveis.

O que vem primeiro: conformidade, risco ou segurança de dados?

Esses benefícios evidenciam que elevar a maturidade em segurança gera resultados de negócios mais fortes. Mas também levantam uma questão comum: por onde começar — conformidade, risco ou segurança de dados?

Conformidade: um requisito fundamental

Para muitas organizações, a continuidade dos negócios exige que a jornada de segurança comece pela conformidade. Porém, conformidade isolada não é uma estratégia de longo prazo — tende a ser reativa, pontual e limitada, criando uma falsa sensação de segurança.

Exemplo prático: saúde e HIPAA

Uma instituição de saúde, buscando evitar multas e danos à reputação, inicia sua estratégia de segurança alinhando-se à HIPAA. Isso inclui criptografar informações de saúde protegidas (PHI) em repouso e em trânsito, restringir acesso apenas a autorizados, registrar todos os acessos e realizar auditorias regulares.

Risco: elevando o nível com uma abordagem baseada em risco

Com mais maturidade, organizações passam a priorizar riscos reais em vez de apenas cumprir normas. Essa abordagem foca nas vulnerabilidades que representam maior ameaça para os ativos críticos e objetivos de negócios.

Exemplo prático: manufatura e proteção de propriedade intelectual

Um fabricante global identifica projetos e segredos industriais como ativos digitais de alto valor e potenciais alvos de espionagem. A estratégia, então, foca na proteção desses dados usando monitoramento de acesso, análise de risco e detecção de ameaças.

Segurança: o ápice da maturidade — uma mentalidade data-first

O nível mais avançado é adotar uma visão de segurança centrada em dados. Nesse estágio, a proteção de dados sensíveis é prioridade, aplicando princípios de “secure by design” e “secure by default” desde a concepção.

Exemplo prático: serviços financeiros e proteção de dados sensíveis

Uma instituição financeira adota uma estratégia de segurança que mapeia todo o ciclo de vida dos dados sensíveis, aplicando criptografia, controles de acesso, mascaramento e ferramentas de IA em tempo real para detectar e prevenir ameaças.

Conclusão

Para empresas iniciando sua jornada, a conformidade é um marco inicial necessário. Mas ela sozinha não garante resiliência em um cenário de ameaças que evolui mais rápido que as regulamentações.

Organizações maduras vão além: adotam estratégias security-first, proativas, adaptáveis e escaláveis, que não apenas cumprem requisitos regulatórios, mas também antecipam e neutralizam ameaças reais. O resultado: resiliência, economia e confiança.

Em resumo, maturidade em segurança não é apenas reduzir riscos — é desbloquear ROI com resultados de negócios mais fortes e inteligentes.

Esse artigo tem informações retiradas do blog da Thales. A Neotel é parceira da Thales e, para mais informações sobre as soluções e serviços da empresa, entre em contato com a gente.

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