Guia Prático para CISOs: 5 passos para uma postura de segurança resiliente

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No cenário atual de cibersegurança, os CISOs buscam vitórias rápidas e de alto impacto que possam ser consolidadas antes que as prioridades mudem. Se você sente que o tempo é um adversário, não se preocupe: janelas de transição são, na verdade, momentos estratégicos para apertar controles e fechar lacunas críticas. Para fortalecer sua postura e provar o valor das suas iniciativas para o negócio, aqui estão cinco caminhos essenciais para uma defesa robusta.

1. Descobrir: elimine os pontos cegos

Não se protege o que não se vê. O primeiro passo fundamental é mapear onde os dados sensíveis realmente residem, olhando para além dos servidores oficiais e alcançando buckets na nuvem e ferramentas de colaboração como Slack ou Microsoft 365. Segundo o Thales Data Threat Report, a maioria das empresas consegue classificar menos da metade de seus ativos de dados, o que cria uma vulnerabilidade invisível. Ao executar escaneamentos automatizados de dados estruturados e não estruturados, você elimina o “Shadow Data” e identifica arquivos mal classificados que precisam de atenção imediata.

2. Detectar: defenda suas APIs e combata Bots

Os bots agora representam mais da metade de todo o tráfego da internet, impulsionados por ferramentas de IA que baixam a barreira de entrada para ataques sofisticados. Esse tráfego automatizado não apenas sobrecarrega sistemas, mas foca especificamente em APIs, custando bilhões às empresas anualmente. Para mitigar esse risco sem uma reestruturação completa, o segredo está em refinar as regras de detecção com base em logs recentes. Ao identificar padrões de raspagem de dados ou tentativas repetitivas de login, você consegue atualizar seus limites de segurança de forma ágil e precisa.

3. Defender: implemente a criptografia por padrão

Com a migração massiva do processamento de dados para a nuvem, a criptografia não pode mais ser tratada como um acessório, mas como um controle nativo. Uma estratégia eficiente envolve forçar a criptografia para todos os novos recursos de cloud e estabelecer uma rotina rigorosa de rotação de chaves obsoletas. Utilizar soluções de gerenciamento centralizado permite que esse processo seja automatizado, reduzindo o risco de erro humano e garantindo que a higiene criptográfica da empresa seja escalável e mensurável perante auditorias.

4. Interromper: monitore movimentações suspeitas

É fundamental manter o controle sobre o que acontece com os dados após o acesso ser concedido. Como os dados não estruturados, como documentos e planilhas, representam a grande maioria das informações globais, eles são alvos preferenciais para exfiltração. Ao ativar regras de monitoramento de atividade de arquivos (FAM), sua equipe pode sinalizar e congelar comportamentos anômalos em tempo real, como downloads em massa ou transferências para nuvens pessoais. Essa contenção automática é o que separa um incidente controlado de uma crise de semanas.

5. Descomissionar: reduza a superfície de ataque

Muitas vezes, o maior perigo reside onde paramos de olhar. Sistemas legados, buckets S3 não utilizados e servidores inativos frequentemente guardam tokens de identidade e segredos expostos que não seguem os padrões de segurança atuais. Atacantes buscam justamente essas portas esquecidas para manter persistência em uma rede. Identificar e aposentar ao menos um desses repositórios obsoletos simplifica o inventário e remove um ponto cego crítico, garantindo que sua equipe foque apenas no que é vital para a operação.

Uma postura resiliente não se constrói apenas com grandes projetos plurianuais, mas com a execução inteligente de melhorias contínuas e pontuais. Ao focar nestas cinco frentes, você utiliza a automação a seu favor e constrói uma base de confiança que protege tanto os ativos quanto a reputação da companhia.

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