Custo do crime cibernético nos Estados Unidos foi de mais de 6,9 mil milhões de dólares em 2021, revela relatório

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A Microsoft atualizou recentemente a segunda edição do seu relatório de cibersegurança, o “Cyber Signals”, onde concluiu que o ransomware já custou muito dinheiro às empresas e aos governos entre pagamentos de resgates, danos reputacionais e falhas de serviço.

Em termos de perdas, a empresa cita o Relatório de Crime na Internet do Federal Bureau of Investigation 2021 que dá conta que o custo do crime cibernético nos Estados Unidos totalizou mais de 6,9 mil milhões de dólares (cerca de 6,87 mil milhões de euros). Na Europa, a Agência Europeia para a Segurança Cibernética (ENISA) diz que no período de maio de 2021 a junho de 2022 foram roubados cerca de 10 terabytes de dados todos os meses por ameaças de ransomware. Mais de metade desses ficheiros roubados (58,2%) são dados pessoais dos colaboradores.

Voltando ao mais recente relatório da Microsoft, que se foca na evolução da economia do cibercrime e na ascensão do Ransomware-as-a-Service (RaaS), foram registados mais de 3 mil milhões de sinais de segurança.

“Como destaca o relatório, nesta como em tantas outras indústrias, quem desenvolve ferramentas de ransomware deixou de usá-las para lançar ataques e terceirizou tarefas, vendendo ou alugando essas ferramentas a quem o faça, ou por um preço fixo pré-estabelecido, ou em troca de parte dos lucros obtidos (afiliados)”, explica.

Outra das tendências registada pelo Cyber Signals é o facto de, nos últimos tempos, a desativação de alguns programas de grande relevo nesta área do ransomware terem balado o ecossistema, que se foi reajustando com os novos programas que surgiram para ocupar o espaço deixado vago.

FONTE: EXECUTIVE TI

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