Um estudo de dois pesquisadores da Universidade de Piraeus, Grécia, publicado com 48 páginas no periódico científico Journal of Cybersecurity and Privacy em 31 de dezembro, indica que a esmagadora maioria das soluções de proteção e resposta para endpoints falhou em detectar e prevenir com eficiência os quatro vetores de ataque utilizados no ensaio. Assinado pelos pesquisadores George Karantzas e Constantinos Patsakis, o estudo conclui que “o ataque de sideload de DLL é o [ataque] mais bem-sucedido, pois a maioria dos EDRs não consegue detectá-lo, muito menos bloqueá-lo”.
Intitulado “Uma avaliação empírica de sistemas de detecção e resposta de endpoint contra vetores de ataque de ameaças persistentes avançadas“, o estudo foi financiado pela Comissão Europeia no âmbito do Programa Horizonte 2020 (H2020), no âmbito dos projetos CyberSec4Europe e seu objetivo foi ampliar a visibilidade dos “blue teams” sobre as ferramentas do mercado: “APTs representam um desafio significativo para os blue teams, pois aplicam vários ataques por períodos prolongados, impedindo a correlação de eventos e sua detecção. Neste trabalho, aproveitamos vários cenários de ataque diversos para avaliar a eficácia dos EDRs contra a detecção e prevenção de APTs. Nossos resultados indicam que ainda há muito espaço para melhorias, pois os EDRs de última geração falham em prevenir e registrar a maior parte dos ataques relatados neste trabalho. Além disso, discutimos métodos para adulterar os provedores de telemetria de EDRs, permitindo que um adversário execute um ataque mais furtivo”.
O estudo concluiu que “é possível cegar os EDRs atacando seu núcleo, que está dentro de seus drivers no nível do kernel. Em trabalhos futuros, planejamos avaliar resultados positivos, falsos negativos e falsos positivos produzidos por diferentes EDRs para medir o ruído que as equipes azuis enfrentam em cenários do mundo real. Além disso, o tempo de resposta dos EDRs será medido, pois alguns EDRs podem relatar ataques com grandes atrasos, mesmo que os tenham atenuado. Esses aspectos podem impactar significativamente o trabalho das equipes azuis e não têm recebido a cobertura necessária na literatura”.
Resultados

O artigo completo está disponível em hxxps://arxiv.org/pdf/2108.10422.pdf
FONTE: CISO ADVISOR