Segurança da rede era preocupação do GSI no leilão do 5G

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Para Gabinete de Segurança Institucional, aumento da superfície de ataques com a digitalização trazida pelo 5G era a verdadeira preocupação, não intrigas geopolíticas

 João Monteiro

Para Victor Hugo da Silva, coordenador-geral de Segurança da Informação do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República (GSI/PR), mais do que a competição entre EUA e China, a preocupação com os fornecedores de rede no leilão do 5G era com a superfície de ataques. O coordenador-geral explicou, durante o Privacy Day – evento online promovido hoje (26/1) pela Teletime – que o 5G vai trazer mais conexões entre dispositivos (M2M) e exigir o compartilhamento de redes, o que aumenta também a vulnerabilidade da rede.

Ele reconhece que o debate sobre a segurança dos equipamentos foi impactado por discussões geopolíticas, que duvidavam da capacidade dos produtos da Huawei, em especial. Mas Silva também destaca que o 5G traz um novo paradigma de segurança, já que as operadoras devem acelerar o processo de virtualização de suas redes justamente para suportar a implantação. 

O que o GSI recomendou à época do leilão não era uma vedação a empresas, segundo ele. A intenção era que as operadoras seguissem requisitos mínimos de segurança cibernética. Uma das recomendações era de que, se duas operadoras estivesses atuando na mesma área, seria obrigatório que cada uma tivesse equipamentos de fornecedores diferentes. 

Para Silva, isso traria mais competitividade ao mercado e garantiria mais segurança na disponibilidade de rede, baseado na ideia de que se um fornecedor apresentasse defeito, o outro ainda estaria disponível. No entanto, a recomendação não foi aceita, já que isso traria problemas mercadológicos. 

Na intenção de rebater as críticas à Huawei, Marcelo Motta, DPO da Huawei LATAM, diz que a empresa levou representantes do governo até suas fábricas na China para mostrar como os produtos são feitos. Ele destacou que os equipamentos da Huawei são testados duas vezes por laboratórios independentes para garantir sua segurança. 

Hoje, o GSI considera que a demanda normativa sobre o 5G está sendo atendida, mas vai acompanhar a evolução para necessidades de aprimorar a norma. 

FONTE: IP NEWS

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