PIX agiliza transações, mas também pode dar uma PUXZ dor de cabeça

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Por Dácio Castelo Branco

O Pix completa um ano agora em novembro, e é inegável como as transações instantâneas mudaram o cenário financeiro brasileiro. Porém, como muitos sabem, essa mudança não foi somente positiva, com muitas brechas nos sistemas permitindo que criminosos façam uso da ferramenta para golpes.

Os problemas com golpes na ferramenta estão tão severos que o Banco Central do Brasil introduziu limites no valor das transações feitas entre 20h e 6h e nos fins de semana, além de outras medidas para proteger os usuários. Mas se engana quem acredita que somente pessoas físicas sofrem com as fraudes via Pix. Os varejistas também estão cada vez mais sofrendo com a plataforma e fraudadores.

Um dos golpes que está mais afetando varejistas é o do falso comprovante de Pix. Nessa fraude, os criminosos enviam um comprovante de transação para os vendedores. Muitas vezes, os vendedores percebem que o valor não caiu na conta e perguntam para o suposto cliente, que responde que o sistema deve estar lento e a transação logo será concluída, ou mesmo foge.

O empresário Aurimar Júnior relatou ter sido vítima do golpe do falso comprovante para o portal Folha de Vitória. Segundo ele, uma cliente pediu um orçamento de um celular de R$ 4 mil, e pediu para que levasse a mercadoria até ela. Quando o funcionário chegou lá, ela mostrou um comprovante de Pix. A entrega foi feita, mas, enquanto o funcionário ligava para o empresário para saber se a quantia havia caído, a fraudadora foi embora.

Outro golpe bastante aplicado em varejos, mas ainda sem um nome popular, ocorre quando o fraudador realiza uma compra e afirma estar com pressa, precisando ir embora, induzindo funcionários a não checarem a transação via Pix enquanto ele está na loja. Quando eles finalmente vão ver a conta, percebem em que vez do valor real, uma transferência de centavos foi realizada. O comerciante Geraldo Antônio Ramos sofreu uma tentativa de fraude deste método, e também relatou a experiência para a Folha de Vitória.

Segundo o comerciante, uma cliente escolheu três vestidos no valor total de R$ 310. Na hora de realizar o pagamento, alegou estar com pressa, fez a transferência e saiu antes que o atendente pudesse conferir o valor. O real valor transferido pela golpista foi de R$ 0,31. Como a loja era em um shopping, conseguiram alcançar a mulher a tempo, e ela devolveu os produtos.

Como se proteger

Para a proteção dos varejistas em compras realizadas pelo Pix, é importante que os comerciantes estejam sempre atentos a detalhes como se a conta bancária está no nome do cliente, pedindo por um exemplo um documento de identificação, já que muitas vezes os golpes são feitos com contas de terceiros, para dificultar o rastreamento.

Outra orientação é a abertura de uma conta exclusiva para o Pix, que funcionários possam acessar, para checar se os pagamentos estão caindo corretamente. Além disso, as seguintes dicas também ajudam na prevenção, tanto para comerciantes quanto para pessoas físicas:

  • Estabeleça um limite diário para transferência via Pix no app ou site oficial do seu banco;
  • Realize transações somente no app ou site oficial do seu banco;
  • Certifique-se que o site do banco ou da loja que você está navegando é o correto;
  • Confira se o site em que está navegando é seguro clicando no cadeado que fica na barra de endereço do navegador;
  • Não clique em links ou baixe arquivos de e-mails suspeitos, e sempre confira se o e-mail possui um domínio confiável;
  • Não realize transações financeiras quando estiver conectado em redes públicas como de shoppings e restaurantes;
  • Ao divulgar sua chave Pix para pessoas e empresas que você não tem relação de confiança, prefira informar a chave aleatória em vez da atrelada ao CPF;
  • Ative a autenticação de duas etapas em todos os lugares onde ela está disponível.

Porém, mesmo com essas dicas, caso você acabe sofrendo um golpe do Pix, o ideal é a realização de um boletim de ocorrência, para registro, e depois entrar em contato com o banco ou instituição financeira para buscar meios de ter o seu dinheiro restituído e evitar que mais pessoas se tornem vítimas.

FONTE: CANALTECH

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