Polícia prende suspeitos de integrar uma das principais quadrilhas de ransomware

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Por Felipe Demartini

Uma ação conjunta de autoridades de 17 países levou à prisão de cinco acusados de integrarem o grupo REvil, uma das principais quadrilhas de ransomware em atuação na atualidade. As operações aconteceram na última quinta-feira (04) e levaram à apreensão de dois suspeitos na cidade de Constança, na Romênia, com um terceiro sendo capturado no Kuwait.

Juntos, o trio é acusado de participação em mais de sete mil ataques contra empresas e usuários de todo o mundo, com pedidos totais de resgate que ultrapassam a marca dos 200 milhões de euros, o equivalente a mais de R$ 1,2 bilhão. Eles devem permanecer presos por pelo menos 30 dias, de acordo com uma ordem judicial emitida pela corte da capital romena, Bucareste.

Com os acusados, a polícia também apreendeu celulares, computadores e dispositivos de armazenamento. Os itens foram obtidos por meio de quatro mandados de busca e apreensão em residências que pertenceriam aos acusados ou teriam afiliações às operações de ransomware, com todos os endereços também localizados em Constança. A operação Gold Dust (pó de ouro, na sigla em inglês), foi conduzida pela Europol e pela Interpol e também contou com a participação da McAfee, com a empresa de segurança digital contribuindo com a análise técnica de amostras de malware e identificação de infraestruturas.

Os trabalhos na Romênia começaram em 2018 e abrangem tanto as operações do REvil quanto do GandCrab, quadrilha que surgiu após um repentino sumiço da anterior, em julho deste ano, e teve suas atividades interrompidas em setembro, com o retorno dela. As investigações também envolvem escutas telefônicas, apreensões de ativos financeiros e infraestruturas usadas para suportar as operações de ransomware.

Com as prisões, chega a sete o número de acusados de integrar o bando presos em todo o mundo. Três deles foram capturados na Coreia do Sul entre fevereiro e outubro deste ano, enquanto um quarto foi apreendido na Europa; as autoridades concentram suas buscas em integrantes que estariam fora da Rússia, onde leis locais e uma citada dificuldade de cooperação com as autoridades dificultam a localização de suspeitos no país.

O principal foco, então, seriam os afiliados da estrutura de ransomware como serviço do bando, que não apenas realiza ataques diretos como também oferece seus malwares e serviços a terceiros que queiram realizar ataques. A Europol indica que tanto contratantes quanto intermediários estariam na mira das autoridades, que também envolve ações em países como o Reino Unido e os Estados Unidos.

De acordo com os números oficiais, a operação Gold Dust já liberou mais de 49 mil dispositivos infectados por pragas ligadas às duas quadrilhas, impedindo o pagamento de 60 milhões de euros, ou aproximadamente R$ 385 milhões, em resgates aos criminosos. A Europol também associa o repentino sumiço do REvil e o surgimento do GandCrab aos trabalhos combinados de busca, apreensão e desligamento de redes ligadas aos bandos.

FONTE: CANALTECH

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