Cibersegurança: a medida que garante a proteção de dados das empresas

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Segundo a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (ANBIMA), 85% dos negócios do setor já adotaram medidas de segurança cibernética

Gabriela Stahler

No Brasil a Lei Geral de Proteção de Dados (Lei Nº 13709/18), conhecida por LGPD, foi aprovada com urgência. Isso porque envolvia uma série de diretrizes para proteger vazamento de informações de todos os brasileiros. A partir desse momento, instaurou-se um respaldo legal no recolhimento e gestão de qualquer dado fornecido pelas pessoas, seja como cliente, colaborador ou cidadão. Sendo assim, todas as organizações passaram a ter responsabilidade em relação ao uso de qualquer elemento, número de telefone, documentos, fotos, etc. A cibersegurança, caracterizada pela prevenção desses riscos, passou a ser uma exigência do planejamento empresarial.

Alguns segmentos têm essa preocupação muito mais latente pelo volume de sistemas utilizados. Segundo a Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (ANBIMA), a partir do seu relatório de 2018, 85% dos negócios do setor já adotaram medidas de segurança cibernética. Esse cuidado é imprescindível e envolve a contratação de profissionais da Tecnologia da Informação e desenvolvimento de redes virtuais mais fortes.

Benefícios


Além do enquadramento jurídico para poder operacionalizar corretamente, dependendo do empreendimento, investir em cibersegurança também resulta em vários benefícios, entre eles:

  • Evitar ataque de hackers: Aumentar a dificuldade de acessar determinados arquivos é extremamente necessário no intuito de barrar invasões. Os grandes casos de compartilhamentos inadequados de conteúdo, aconteceram por meio de um ciberataque, afetando a vida de inúmeros usuários.
  • Transmitir confiabilidade: Se alguém entende que não terá o seu número de celular, RG ou endereço compartilhados por ”acidente”, passa a confiar no seu trabalho. Para conquistar novos compradores, realizar aquisições ou atrair investimentos, essa atitude é indispensável.
  • Garantir a produtividade: Qualquer violação ao fluxo de informações da gestão empresarial compromete sua operação. Essa interrupção eleva os custos que poderiam ter sido evitados com planejamento. E se não houver um bom suporte, a situação pode levar a empresa à falência.
  • Manter uma postura ética: Ao fornecer seus dados pessoais, todo mundo espera o mínimo de integridade. Antes não havia nenhum amparo jurídico específico, ou seja, nenhuma consequência legal aos que facilitaram golpes roubando senhas e corrompendo servidores. Depois de um amplo debate, que ainda vem sendo aprimorado, essa iniciativa leva em conta aspectos éticos. 


Nem as grandes corporações estão livres dos escândalos em potencial causados pelos problemas com dados. O caso mais conhecido até hoje é o da Cambridge Analytica, responsabilizada pelo vazamento de dados envolvendo o Facebook, para a campanha de Donald Trump em 2016. David Carroll, uma das vítimas chegou a realizar denúncias e grandes veículos de imprensa como o The New York Times e The Guardian divulgaram o caso. Esse episódio marcou a discussão sobre outras ocorrências similares, ampliando a busca por soluções envolvendo governos e outras instituições.

Portanto, percebe-se que se estabelece aqui um movimento global no objetivo de preservar o direito à privacidade. A sociedade caminhou para uma era da comunicação sem precedentes, surgindo novos desafios. Um deles é exatamente desenvolver mecanismos de segurança na circulação de materiais, principalmente aqueles que devem ser mantidos em sigilo. 

FONTE: PRIVACY TECH

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