Volta aos escritórios: como aumentar a segurança digital na era do trabalho híbrido

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Por Wolmer Andrade Godo

“Nada do que foi será, de novo, do jeito que já foi um dia.” Mais do que uma música que marcou uma era, essa tem sido a realidade enfrentada diariamente pelas empresas, desde o início da pandemia. Primeiro, para movimentar as equipes para o trabalho remoto em um piscar de olhos. Agora, com a vacinação avançando, é a vez de começar a preparar as ações para o sentido inverso – a volta física aos escritórios. Mas engana-se quem pensa que isso demandará apenas protocolos de saúde e escalas organizadas. Além do cuidado físico, também será fundamental pensar na segurança digital no novo ambiente híbrido que teremos.

Mais do que nunca, com metade do trabalho presencial e a outra metade via home office, as preocupações devem aumentar no que tange à segurança digital. É importante que as empresas agora se coloquem em alerta para fazer com que este processo de retomada e transição aconteça de maneira segura, também sob o ponto de vista da cibersegurança.

Adotar medidas para mitigar as chances de um possível ataque cibernético ou roubo de dados é uma demanda urgente e que aumentará exponencialmente à medida que o ambiente doméstico se misture por completo com o empresarial. Primeiro, porque as próprias equipes não voltarão todas aos escritórios. Segundo pesquisa do Gartner, 85% das companhias planejam adotar modelos híbridos de atuação, com os profissionais trabalhando, ao menos, parte de suas rotinas em casa. Com isso, a segurança terá de ser definitivamente estendida para novas portas digitais de entrada ao ambiente corporativo.

Recente estudo da KPMG indica que, aproximadamente, 45% das empresas brasileiras querem reduzir ou praticamente eliminar o espaço de seus escritórios – seja para reduzir custos com locação ou estrutura ou porque o trabalho remoto permitiu escalar diferentes áreas do negócio e já não faz mais sentido pensar como antigamente. A tendência de ambientes híbridos pode, portanto, ser considerada como algo definitivo.

Seja como for, o trabalho na era pós-pandemia exigirá que os líderes tomem algumas medidas que vão muito além da simples instalação de um antivírus atualizado (embora isso também seja necessário). O foco deve estar em ações estruturais e que devem ser colocadas como prioridade na gestão dos ambientes tecnológicos. Entre elas, por exemplo, é a consolidação do uso de sistemas de bloqueio e gestão segura de acessos, além da VPN (Virtual Private Network, em inglês) de alto desempenho.

De forma prática, a utilização das VPNs é uma atitude chave para simplificar a jornada das empresas na era digital e globalizada, com pessoas em diferentes locais. Essas aplicações são essenciais para permitir máxima proteção e alta disponibilidade das informações do negócio. A adoção de uma solução de rede privada é uma das coisas mais importantes a se fazer.

Uma forma de elevar esse potencial é adotar soluções de comunicação criptografada – entre o computador do teletrabalhador e a rede local da empresa, por meio do uso de VPN e sistemas para a autenticação do acesso dos usuários. Além disso, como dito antes, é sempre indicado manter um antivírus atualizado.

Outra medida importante é contar com um firewall de próxima geração, com maior poder de proteção e bloqueio de conteúdo malicioso antes mesmo que eles entrem em uma rede. Bloquear e escolher o que entra ou não no perímetro da rede é uma forma mais prática de tornar o processo de gerenciamento mais seguro e proativo.

Com a pandemia, investir em conectividade e em digitalização de processos deixou de ser apenas uma questão de se preparar para o futuro. E não é o caso de voltar ao que era antes. Ao contrário. Implementar modelos de trabalho à distância e ferramentas de colaboração funcionará como suporte para o crescimento sustentável das operações. O que se deve deixar claro é que as vantagens da conectividade não podem vir desacompanhadas de medidas de segurança que garantam maior visibilidade e proteção às informações sigilosas e chaves para o sucesso das companhias.

Por isso, convém destacar que, além da adoção de recursos e ferramentas, é preciso também que as lideranças trabalhem para criar um pensamento centrado na segurança. A mitigação das ameaças depende do componente humano, e preparar as pessoas para cuidar dos dados e ativos terá reflexos inimagináveis para o êxito de qualquer política de cibersegurança.

A prevenção contra as ameaças incluiu, portanto, dois vieses práticos: a conscientização dos colaboradores e o investimento na infraestrutura disponível para proteger os acessos à rede. Do ponto de vista das pessoas, é imprescindível oferecer qualificação e treinamentos de orientação sobre como evitar ataques. Em relação à parte tecnológica, o indicado é adotar soluções mais seguras e estáveis, com suporte efetivo para qualquer situação.

O modelo de trabalho híbrido não será visto como um problema para as empresas que adotam sistemas de segurança de forma efetiva. Esse formato pode ser um novo caminho para construirmos uma economia mais inclusiva, segura e inteligente. Mais do que a hora de uma retomada, é o momento de avaliar o que aprendemos com a pandemia, e aplicar as lições que nos guiarão para o futuro. Com certeza, as companhias que fizerem essa análise sairão à frente, mantendo-se fortes e bem-sucedidas ao priorizar a segurança das pessoas, as informações e os negócios.

Wolmer Andrade Godoi, Chief Technical Officer da Blockbit.

FONTE: TI INSIDE

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