Especialista alerta sobre ataques virtuais e importância da segurança nas redes

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A segurança no ambiente virtual é tema cada vez mais importante e recorrente nos dias atuais. Em um mundo cada vez mais conectado, ter dados e informações pessoais ou até mesmo comerciais seguros se tornou imperativo. Recentemente, especialistas em engenharia elétrica e de computação da Escola Politécnica (Poli) da USP analisaram os paradigmas da segurança digital. Marcos Simplicio, professor do Departamento de Engenharia da Computação da Poli na USP, explica algumas questões sobre segurança e proteção virtual aoJornal da USP no Ar 1° Edição.

“À medida que uma nova tecnologia surge, novos ataques também surgem”, explica Simplicio, muitas vezes baseados em procedimentos antigos, o que torna essa discussão constante e fomenta estudos, como o da Poli, para entender e prevenir tais problemas antes que surjam. “Um exemplo é o ataque de ransomware, no qual invasores invadem o computador, cifram os dados e cobram para a recuperação deles”, destaca. Nesse sentido, o professor explica que grandes empresas sofrem com ransomware semanalmente e que pessoas comuns também não estão isentas desses ataques.

Em alguns casos, de acordo com Simplicio, os ataques podem ser promovidos pelos próprios funcionários das empresas, que podem ser cooptados pelos criminosos por e-mail para instalar o ransomware no sistema em troca de determinada porcentagem em dinheiro a partir do resgate. “É um problema grave, porque se coloca toda uma estrutura de segurança em risco através de um agente interno”, explica. Ele também revela que esses criminosos virtuais procuram vulnerabilidades dos softwares desses sistemas, mas não somente. “Falhas são razoáveis nos softwares, porque estão em constante evolução, mas, para além de atacar essas brechas, os criminosos também inserem vulnerabilidades propositais quando qualquer pessoa pode contribuir com o software. É cada vez mais complexo esse mundo de proteção de sistemas”, destaca.

Simplicio também alerta para a questão do uso de aplicativos com dados bancários e senhas no celular no dia a dia, por exemplo, em comparação com o computador no ambiente doméstico. “Contra ataques físicos, como sequestros e assaltos, ter esses dados apenas no computador em casa é uma boa ideia. Quanto a ataques virtuais, o computador pode ser menos seguro do que o celular. Mas também vai depender muito de qual dispositivo a pessoa usa mais e qual está mais vulnerável a ataques virtuais”, complementa. A sugestão é que se utilize plataformas de segurança digital, como os antivírus. “Isso reduz as chances de problemas com ataques”, explica.

O professor ainda comenta sobre a utilização de sistemas de segurança virtual em projetos automatizados e de Inteligência Artificial, como o da plataforma IAsmin, patrocinada pela Fapesp com participação de especialistas da Poli. “Mas também temos a IA aliada e aplicada à segurança na rede, o que estamos estudando atualmente. No exemplo do ransomware, um sistema de Inteligência Artificial pode identificar tráfego de dados atípicos para endereços maliciosos e também denunciar brechas propositais em softwares”, conclui.

FONTE: JORNAL DA USP

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