Lojas Renner: empresa é notificada pelo Procon-SP para esclarecimentos após sofrer ciberataque

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O Procon-SP — órgão de defesa do consumidor — notificou nesta semana à Lojas Renner sobre o ciberataque que ocorreu na última quinta-feira (19) nos servidores da empresa e que afetou tanto o site quanto o aplicativo do serviço indisponíveis por três dias, sendo corrigido pela equipe técnica na manhã de sábado (21).

O ataque foi confirmado pelas Lojas Renner S.A em nota ao G1, fazendo com que o Procon-SP entrasse no caso para apurar o que de fato aconteceu e se houve prejuízos aos consumidores da empresa. De acordo com o grupo, a indisponibilidade geral nas operações aconteceu devido a um ataque de ransomware, em que hackers conseguem criptografar todos os dados contidos na rede própria da companhia e pedem resgate em dinheiro.

A Renner também deverá esclarecer sobre como trata as informações de seus clientes, principalmente quanto a criptografia dos dados após o cadastro no site ou aplicativo, conforme consta na Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD); a empresa deverá responder até a próxima quarta-feira (25).

 

O Procon-SP também quer que a empresa comprove a forma de acesso do público consumidor ao sítio eletrônico alvo do ataque cibernético, informando quais os dados necessários à realização do cadastro e transações e se a conexão é condicionada à utilização de login e senha pessoais e intransferíveis.”

Procon-SP

Lojas Renner: site volta a funcionar após ataque hacker derrubar página por dois dias

No final da manhã deste sábado (21), o site da Lojas Renner voltou ao ar, dois dias depois de ser atingido por um ataque hacker do tipo ransomware. Este cibercrime consiste em “sequestrar” os dados por criptografia e pedir uma quantia de resgate para liberação.

Apesar de a página estar em funcionamento novamente, muitas áreas ainda operam com lentidão ou não estão disponíveis ainda. A mesma situação também se aplica a Camicado e Youcom, ambas controladas pela Renner.

O ataque de ransomware aconteceu na última quinta-feira (19) e derrubou o acesso a todo o site da varejista. A liberação aconteceria mediante ao pagamento de R$ 5,42 bilhões, segundo fontes ao site Livecoins.

Ao todo, mais de 2 mil servidores teriam sido afetados na invasão. No entanto, segundo a própria loja explicou em nota na sexta-feira (20), os bancos de dados ficaram presentados, bem como as informações pessoais dos clientes. Além disso, nenhuma loja física teve seus sistemas interrompidos.

ransomware nada mais é do que um sequestro digital, no qual os cibercriminosos utilizam um software para segurar as informações e criptografar os dados com uma chave de acesso única.

Desta forma, a vítima acaba por ficar refém dos criminosos para conseguir as informações de volta. Com isso, os bandidos pedem uma quantia de resgate, muitas vezes solicitada em criptomoedas, para evitar que se faça o rastreio da transação.

A coluna Detetive TudoCelular já chegou a alertar em outubro do ano passado que a prática criminosa estava avançando especialmente contra empresas, governos e até hospitais – mesmo em meio à pandemia. Além disso, o Brasil é líder em casos desse tipo na América Latina.

FONTE: TUDO CELULAR

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