10X mais risco de ransomware, indicam estatísticas

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Números apontam para uma elevação íngreme dos riscos de ransomware no mundo inteiro

Relatórios de ameaças publicados por vários fornecedores de soluções e serviços de segurança apontam para uma elevação íngreme dos riscos de ransomware no mundo inteiro. O último relatório do FortiGuard Labs (Fortinet), chamado Global Threat Landscape Report, mostra que a atividade média semanal de ransomware em junho de 2021 foi mais de dez vezes superior aos níveis de um ano atrás. No Brasil, dados da ISH, que fornece serviços gerenciados de SOC, indicam um crescimento de 85% nos ataques do primeiro semestre, comparado com o mesmo período de 2020.

Os especialistas da Fortinet dizem que a inteligência de ameaças da primeira metade de 2021 demonstra um aumento significativo no volume e sofisticação de ataques direcionados a indivíduos, organizações e infraestrutura (cada vez mais crítica): “A expansão da superfície de ataque com trabalhadores e alunos dentro e fora da rede tradicional continua a ser um alvo”. Mas eles observam que “o impulso oportuno de colaboração e parceria entre os setores de aplicação da lei bem como os setores público e privado é uma oportunidade para interromper o ecossistema dos cibercriminosos no segundo semestre de 2021”.

O levantamento da ISH revela que a média mensal das suas estatísticas de ataques contra empresas clientes foi de 13 mil. “O cenário de trabalho remoto reforça a necessidade de prestar muita atenção nas normas adotadas para cibersegurança. É melhor estar preparado antes do ataque acontecer, porque recuperar o que foi perdido será uma tremenda dor de cabeça e nem sempre possível”, analisa Leonardo Camata, especialista em Segurança da Informação da ISH. Dessa média mensal, 57% dos ataques foram identificados como ransomwares.

Os dados do FortiGuard Labs mostraram que a atividade média semanal de ransomware em junho de 2021 foi mais de dez vezes maior do que os níveis de um ano atrás. O relatório acrescenta: “Isso demonstra um aumento consistente e estável geral ao longo de um período de um ano. Os ataques paralisaram as cadeias de suprimentos de várias organizações, em setores específicos de importância crítica, e afetaram a vida diária, a produtividade e o comércio mais do que nunca. As organizações do setor de telecomunicações foram as mais visadas, seguidas pelo governo, provedores de serviços de segurança gerenciados, automotivo e setores de manufatura. Além disso, alguns operadores de ransomware mudaram sua estratégia de cargas úteis iniciadas por e-mail para se concentrarem em obter e vender acesso inicial a redes corporativas, mostrando ainda mais a evolução contínua do Ransomware-as-a-Service (RaaS), alimentando o crime cibernético.O ransomware continua sendo um perigo claro e presente para todas as organizações, independentemente do setor ou tamanho. As organizações precisam adotar uma abordagem proativa com proteção de endpoint em tempo real, detecção e soluções de resposta automatizada para proteger ambientes, juntamente com uma abordagem de acesso de confiança zero , segmentação de rede e criptografia”.

FONTE: CISO ADVISOR

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