Segurança digital: não há inovação que funcione sem ela

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Imagine que a sua empresa ou aquela na qual você trabalha está passando por atualizações com o intuito de trazer a tão necessária transformação digital. A equipe já foi comunicada das mudanças e os gestores, em parceria com o setor de RH, já fizeram treinamentos corporativos para ensinar os colaboradores e prepará-los para lidar com os novos sistemas e ferramentas adotados.

Tudo está caminhando bem, a operação está mais rápida e eficiente, o time se adaptou à transição e os consumidores estão dando feedbacks positivos sobre as soluções da companhia. Mas, de repente, seja por um erro ou ameaça externa, o sistema sofre uma falha, e o setor que deveria ser responsável por resolver esse problema não consegue solucioná-lo, pois as medidas de segurança utilizadas anteriormente para gerenciar os riscos já não são mais eficientes após as mudanças implementadas.

É muito comum vermos organizações de todos os segmentos e portes passando por turbulências do tipo. A causa principal, entretanto, é previsível: ao integrar a digitalização aos negócios, a segurança digital não foi tratada como prioridade por muitas companhias. E, agora, os novos processos internos e ferramentas, apesar de modernos, estão mais suscetíveis aos ataques de hackers e outros erros de funcionamento.

É por isso que insisto que não basta apenas aderir às soluções inovadoras para garantir que todos os benefícios trazidos pela transformação digital sejam sentidos pela empresa. É preciso elaborar um bom planejamento capaz de prever futuros riscos e situações para ajudar a criar medidas para combatê-las e minimizar os prejuízos – ainda mais no cenário em que vivemos atualmente, após a pandemia de covid-19, que fez com que as instituições ficassem cada vez mais conectadas virtualmente e vulneráveis.

Com o home office fazendo parte da cultura organizacional das empresas, as informações que antes eram trocadas internamente, por vezes com pouca interferência da internet, passaram a depender quase que exclusivamente dela para chegar em seus destinatários. E a preocupação com a segurança online nunca foi tão necessária para garantir que os dados tanto dos clientes quanto das instituições estejam protegidos.

De acordo com a Kaspersky, empresa internacional de cibersegurança e privacidade digital, os ataques no esquema de sequestro de informações digitais tiveram um aumento de 767% em todo o mundo em 2020. Para falar mais especificamente do Brasil, basta observar os dados da Fortinet, companhia de segurança, que mostram que apenas nos três primeiros meses deste ano o país teve mais de 3,2 bilhões de tentativas de ataques virtuais – ocupando assim o primeiro lugar no ranking da América Latina.

Recentemente, diversas companhias sofreram com vazamentos de dados de milhares de consumidores. E isso influencia na reputação das empresas, mesmo daquelas que conseguem resolver a questão com certa rapidez e agilidade.

Pensando em minimizar esses problemas, foi implementada no final de 2020 a Lei Geral de Proteção de Dados, a LGPD, chamando ainda mais atenção para esse tema, pois ela exige que as organizações sejam mais transparentes sobre o uso das informações pessoais dos seus clientes e tenham mais cuidado com elas. Vale lembrar ainda que aqueles que não se adequarem à lei podem sofrer com a aplicação de multas altíssimas – e nenhuma empresa quer receber essa notificação.

Por fim, concluo que nesse novo mundo modernizado, os gestores que conseguirem trazer essa cultura de cautela e zelo aliada à transformação digital serão protagonistas de uma revolução que tem forte potencial de impulsionar os negócios, pois até quem não tem em seu core a tecnologia como parte do produto oferecido precisa se digitalizar para melhorar a infraestrutura e as soluções entregues aos usuários. Pense nisso!

FONTE: EXAME

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