Malware XLoader migra para o macOS e coloca usuários em risco

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André Luiz Dias Gonçalves

O malware XLoader, conhecido por infectar o Windows, agora também colocou os usuários do macOS como potenciais vítimas. O alerta foi dado nesta quarta-feira (21) pela empresa especializada em segurança cibernética Check Point Research (CPR).

Derivado do Formbook, que afetou 4% das máquinas equipadas com o sistema da Microsoft em 2020, segundo a companhia, ele passou por algumas alterações. Nos dispositivos da Apple, o vírus possui a capacidade de registrar informações de login e teclas digitadas, coletar capturas de tela e executar outros programas maliciosos.

Rastreando as atividades do XLoader nos últimos seis meses, a CPR encontrou máquinas infectadas em 69 países, sendo a maioria das vítimas (53%) residente nos Estados Unidos. Ele também aparece como a quarta família de malware mais prevalente no mundo nos últimos 12 meses, conforme relatório do AnyRun Malware Trends Tracker.

Dispositivos da Apple estão cada vez mais no radar dos cibercriminosos.Dispositivos da Apple estão cada vez mais no radar dos cibercriminosos.Fonte:  Unsplash 

Surgido como um keylogger (software para registrar as teclas pressionadas), o programa malicioso está atualmente à venda na dark web, conforme a CPR. Pagando US$ 49, o equivalente a R$ 256 pela cotação do dia, qualquer pessoa pode ter acesso aos recursos e usá-los para roubar dados de terceiros.

Cuidado com os anexos de e-mails

Em geral, o XLoader chega às vítimas escondido em anexos de e-mails, disfarçado de documentos do Microsoft Office. Com isso, a melhor forma de minimizar os riscos de infecção é não abrir arquivos enviados por remetentes desconhecidos.

O acesso a sites suspeitos também deve ser evitado, como afirma o chefe de pesquisa cibernética da Check Point Software Yaniv Balmas. Ele ressalta ainda que os proprietários de Macs precisam mudar o comportamento em relação aos cuidados com a segurança online.

“A verdade é que o malware para macOS está se tornando cada vez maior e mais perigoso. Nossas descobertas recentes são um exemplo perfeito e confirmam essa tendência crescente”, disse o especialista.

FONTE: TECMUNDO

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