Gangue espanhola atacava com malware brasileiro

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A Guarda Civil da Espanha prendeu 16 pessoas ligadas a operações de roubo com aplicativos bancários, feitas com os trojans Grandoreiro e Melcoz

A Guarda Civil espanhola anunciou na quarta-feira dia 14 de julho que desmontou um grupo especializado em fraudes financeiras pela Internet: a Guarda prendeu 16 pessoas ligadas às operações, que eram feitas com os trojans bancários Grandoreiro e Melcoz – malware brasileiros desenvolvidos para roubos de Internet Banking. A polícia conseguiu bloquear operações financeiras que somam 3,5 milhões de euros.

Os analistas da Kaspersky parabenizam a operação espanhola, mas alertam que a ameaça não foi neutralizada completamente. “Infelizmente, os criadores dos trojans bancários são brasileiros e os indivíduos presos na Espanha são apenas os operadores locais. Em outras palavras, os criadores do Grandoreiro e Melcoz devem criar novas técnicas para evitar o rastreio policial que já existe agora e devem recrutar novos membros para retomar a operação no país”, afirma Fabio Assolini, analista sênior de segurança da Kaspersky no Brasil.

Exatamente um ano atrás, analistas de segurança da Kaspersky na América Latina haviam anunciado a internacionalização de quatro famílias de trojans brasileiros para o restante da região e para outras partes do mundo, especialmente a Europa. Essa tendência foi seguida depois por mais três grupos: Amavaldo , Ghimob e Bizarro. De acordo com as detecções da empresa, os dois grupos envolvidos na prisão na Espanha também distribuem os trojans no Brasil, Chile, México, Portugal, Espanha e Turquia.

As prisões foram feitas em diferentes cidades espanholas teve início quando os agentes de segurança bloquearam tentativas de transferência suspeitas em 68 contas de e-mail pertencentes a agencias oficiais. Com a prisão, a policia conseguiu esclarecer 20 crimes que somam 276.470 euros, dos quais 87.000 euros foram recuperados.

Para as instituições financeiras, a recomendação da Kaspersky é que permaneçam vigilantes e que monitorem com mais atenção ainda as operações internacionais dos trojans brasileiros, melhorando os processos de autenticação, aprimorando a tecnologia antifraude e buscando mais detalhes em relatórios de Threat Intelligence para saber detectar e mitigar esses riscos.

“Nosso aviso vale também para as instituições financeiras com operação no Chile e no México – que são alvos do Melcoz e do Grandoreiro. Com certeza a melhorias serão aplicadas às operações nestes países para evitar o rastreio pelas polícias locais”, destaca Assolini.

Com informações da assessoria de imprensa

FONTE: CISO ADVISOR

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