LGPD: maior parte dos brasileiros não conhece a legislação, diz Febraban

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Uma pesquisa realizada pela Federação Brasileira de Bancos (Febraban) aponta que apenas 37% dos brasileiros afirmam conhecer “muito bem” ou “mais ou menos” a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), enquanto que 60% diz só ter “ouvido falar” ou sequer conhece a legislação.

O estudo aponta que a maior parte dos brasileiros já sofreu alguma tentativa de fraude de dados pessoais, ou então conhece alguém que tenha passado por esse tipo de problema.

Além disso, grande parte (86%) dos brasileiros teme a violação de dados pessoais.

A pesquisa da Febraban foi realizada com 3 mil entrevistados maiores de 18 anos, de todas as regiões do Brasil, no período de 18 a 25 de junho de 2021.

Quando questionados sobre a Lei 14.155, que prevê punições mais severas para fraudes e golpes cometidos em meios eletrônicos, 36% dos entrevistados afirmam conhecer “bem” ou “mais ou menos”, enquanto que 61% dizem “só ter ouvido falar” ou “nunca ter tido acesso à legislação”.

Apesar do pouco conhecimento sobre a legislação brasileira para proteção de dados, 5% dos entrevistados apontam que as leis são “muito eficientes”, enquanto a maioria (50%) afirma ser “pouco eficientes”.

Outros 24% consideram a legislação apenas “eficiente” e 16% dizem que a lei não é eficiente.

A opinião da população sobre a eficácia das leis de proteção de dados vai ao encontro do que afirmam sobre o endurecimento dessa legislação. Considerando que a maioria dos entrevistados afirma que a lei não é eficiente, era esperado que a maioria também afirmasse que a legislação precisa ser mais rígida.

Assim, 76% esperam que a regulamentação passe a ser mais dura, enquanto que apenas 10% afirmam que as leis deveriam ser mais leves. Outros 6% disseram que a legislação deve continuar como está.

Segurança digital é um tema que a sociedade precisa encarar de frente e já está fazendo, pois diariamente esses crimes afetam pessoas e empresas, ganham espaço no noticiário econômico, político e policial envolvendo não só o cidadão, mas também grandes corporações e instituições públicas e privadas”, disse Isaac Sidney, presidente da Febraban.

Uma parte surpreendente dos entrevistados (91%) acredita que as tentativas de violação de dados cresceram muito durante a pandemia da Covid-19.

Os entrevistados, ainda, relataram terem sido vítimas ou ter parentes que sofreram golpes online, como mensagens e ligações fraudulentas de dados pessoais ou bancários, pedidos de depósitos falsos, cobrança indevida em cartões de débito e crédito, invasão de e-mail e redes sociais e até a clonagem do WhatsApp.

Para ver detalhes e acessar a pesquisa completa, clique aqui.

FONTE: OLHAR DIGITAL

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