IBM: Confiança digital induzida pela pandemia cria efeitos colaterais persistentes na segurança de consumidores

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As pessoas criaram em média 17 novas contas durante a pandemia, de acordo com pesquisa, e 82% das senhas são reutilizadas em várias de suas contas

IBM Security apresentou resultados de uma pesquisa global examinando os comportamentos digitais do consumidor durante a pandemia, bem como o impacto potencial que eles podem ter sobre a segurança cibernética no longo prazo. Com uma sociedade cada vez mais acostumada ao digital como primeiro canal de interação, o estudo revelou que, entre as pessoas pesquisadas, a preferência por conveniência muitas vezes supera as preocupações com a segurança e a privacidade, o que leva à escolha de senhas inseguras e de outros comportamentos relacionados à segurança cibernética.

A abordagem frouxa dos consumidores em relação à segurança, combinada com a rápida transformação digital por parte das empresas durante a pandemia, pode aumentar o “arsenal” disponível para que os atacantes espalhem ataques cibernéticos através das indústrias. 

De acordo com o IBM Security X-Force, os maus hábitos de segurança pessoal também poderiam ser adotados no local de trabalho, o que pode levar a incidentes de segurança dispendiosos para as organizações, com credenciais de usuário comprometidas que representaram uma das principais fontes de ataques cibernéticos em 2020. 

A pesquisa global, com 22 mil pessoas em 22 mercados, foi conduzida pela Morning Consult em nome da IBM Security e identificou os seguintes efeitos da pandemia sobre os comportamentos de segurança do consumidor: 

  • Boom digital durará mais do que os protocolos da pandemia: os indivíduos pesquisados no Brasil criaram em média 17 novas contas online durante a pandemia, fazendo parte das bilhões de novas contas digitais ao redor do mundo. Com 45% reportando que não planejam deletar ou desativar essas novas contas, os consumidores terão uma pegada digital maior nos próximos anos, aumentando muito a superfície de ataque para os cibercriminosos.
  • Sobrecarga de contas levou à fadiga de senhas: o aumento na quantidade de contas digitais levou a comportamentos frouxos de senha entre as pessoas pesquisadas, com 82% dos respondentes admitindo que reutilizam credenciais pelo menos algumas vezes. Isso significa que muitas das novas contas criadas durante a pandemia provavelmente se basearam na reutilização de combinação de email e senha, que já poderiam ter sido expostos por meio de brechas de dados durante a última década.
  • A conveniência frequentemente superou a segurança e a privacidade: 40% dos brasileiros pesquisados abaixo dos 35 anos e os millennials (41%) preferem fazer um pedido usando um aplicativo ou site potencialmente inseguro em vez de ligar ou visitar um local pessoalmente.

Consumidores reportam expectativas altas de facilidade de acesso 

A pesquisa mostrou uma variedade de comportamentos de consumo que afetam o cenário de cibersegurança atual e futuro. À medida que as pessoas aproveitam mais as interações digitais em mais áreas de suas vidas, a pesquisa descobriu que muitos também têm expectativas maiores de facilidade de acesso e uso. 

  • Regra dos 5 minutos: de acordo com a pesquisa, dois terços dos pesquisados no Brasil (63%) esperam gastar menos do que 5 minutos para configurar uma nova conta digital.
  • Em três strikes, você está fora: globalmente, os entrevistados fariam de 3 a 4 logins antes de redefinir sua senha. Essas reconfigurações não só custam dinheiro às empresas, mas também podem representar ameaças de segurança se forem usadas em combinação com uma conta de e-mail já comprometida.
  • Comprometidos com a memória: 43% dos respondentes armazenam suas informações de contas online na memória (método mais comum), enquanto 27% escrevem essas informações em um papel.
  • Autenticação de múltiplos fatores: enquanto a reutilização de senhas é um problema crescente, adicionar um fator adicional de verificação para transações de alto risco pode ajudar a reduzir o risco de contas comprometidas. A pesquisa revelou que cerca de dois terços das pessoas pesquisadas globalmente utilizaram a autenticação de múltiplos fatores nas semanas anteriores à pesquisa.

Como as organizações podem se adaptar à mudança no panorama de segurança do consumidor 

À luz das mudanças de comportamentos e preferências dos consumidores em relação à conveniência digital, IBM Security sugere que as organizações considerem as seguintes recomendações de segurança: 

  • Modernizando o IAM do consumidor: Investir em uma estratégia modernizada de Gestão de Identidade e Acesso do Consumidor (CIAM) pode ajudar as empresas a aumentar a interação digital, proporcionando uma experiência de usuário sem atrito em diferentes plataformas digitais e usando analítica comportamental para ajudar a diminuir o risco do uso fraudulento de contas.
  • Proteção de dados e privacidade: Considerando que os vazamentos de dados custam em média US$ 3,86 milhões às empresas estudadas, as organizações devem implementar fortes controles de segurança de dados para proteger contra o acesso não autorizado, desde o monitoramento de dados para detectar atividades suspeitas até criptografar dados sensíveis onde quer que estejam.
  • Colocar a segurança em teste: Empresas devem considerar a realização de testes dedicados para verificar se as estratégias de segurança e tecnologias em que antes confiavam permanecem válidas neste novo cenário.

FONTE: IP NEWS

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