Transformação digital e LGPD influenciam na procura por profissionais especializados em cibersegurança

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OBrasil atualmente conta com a segunda maior força de trabalho em cibersegurança, atrás apenas dos Estados Unidos

A pandemia do Covid-19 trouxe diversos desafios às companhias, principalmente, quanto à digitalização. Ao mesmo tempo em que as empresas migraram para o modelo de trabalho remoto, também aconteceu a implementação da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), o que aumentou a demanda por soluções de cibersegurança para armazenamento de documentos em nuvem e busca por soluções de segurança e privacidade.

A LGPD entrou em vigor em setembro do ano passado e tem como finalidade a proteção de dados pessoais. A lei se aplica a toda operação de tratamento de informações pessoais realizada por empresas privadas, órgãos públicos e pessoas físicas, seja em ambiente online ou offline, independentemente do país onde estes responsáveis pelo tratamento estejam localizados ou do local dos dados.

As corporações que violarem essas diretrizes podem receber multas, que chegam a até 2% do faturamento da organização, limitadas a R$50 milhões – uma das justificativas para o aumento na procura por profissionais que compreendam as normas aplicadas.

De acordo com Denis Riviello, Head de Cibersegurança da Compugraf – provedora de soluções de segurança da informação e privacidade de dados das principais empresas brasileiras -, todas as organizações, hoje mais do que nunca, devem se preocupar com a cibersegurança.

cibersegurança
Denis Riviello, Head de Cibersegurança da Compugraf –

“Não é mais um tópico somente das BIG enterprises, mas sim de todas, independente do tamanho ou segmento. Os impactos de uma violação de segurança pode ocasionar na perda de reputação e credibilidade, imagem prejudicada, prejuízo financeiro, interrupção de Serviços, tudo isso independente do setor de atuação”, explica.

Segundo o levantamento do Cybersecurity Worldforce Study, esse mercado emprega 2,8 milhões de profissionais em dez países, mas o déficit global chega a 4 milhões, com maior lacuna na região da Ásia e Pacífico (2,6 milhões), seguida pela América Latina (600 mil).

O Brasil conta com a segunda maior força de trabalho em cibersegurança, atrás apenas dos Estados Unidos.

Alexandre Tibechrani, General Manager Latam da Ironhack, escola global de tecnologia e programação, acredita que o crescimento da procura por esse tipo de profissional está ligado ao maior uso da tecnologia no dia a dia durante o isolamento social.

“O mercado de cibersegurança está amadurecendo no Brasil e as companhias buscam alternativas para os desafios impostos e para evitar crimes cibernéticos. Essa atividade criminosa cresceu nos últimos anos e escancarou a vulnerabilidade de empresas e instituições de todos os portes. Por isso, foi necessário desenvolver profissionais competentes e especializados no assunto”, afirma o executivo.

Especialização e cibersegurança

A Ironhack São Paulo, escola global de tecnologia e programação, acaba de lançar o Bootcamp de Cybersecurity, que possibilita a especialização em apenas 12 semanas, sem qualquer experiência anterior em TI.

No programa de tempo integral, os alunos têm aulas de segunda a sexta-feira, das 9h às 18h, além de trabalhos extras fora desse período.

Para quem não pode se dedicar integralmente ao curso, também há a opção part-time, de 24 semanas, com aulas noturnas em dois dias da semana e diurnas aos sábados.

Em ambas as modalidades, desde o primeiro dia, os estudantes são orientados a desenvolverem seus próprios projetos e exercícios baseados em casos reais. 

Para cumprir a missão de oferecer cursos acessíveis para todas as idades e níveis de conhecimento, após realizar a inscrição o aluno terá acesso a uma plataforma on-line com mais de 60 horas de conteúdo sobre os fundamentos básicos do curso escolhido.

A ação visa familiarizar e nivelar os conhecimentos da classe antes do início das aulas, além de facilitar a progressão do grupo.

Ao longo do curso, o aluno entenderá os princípios de cybersecurity e desenvolverá competências para construir um programa de segurança, assim como identificar e lidar com os princípios e ameaças mais comuns atualmente.

Além disso, também aprenderá a realizar uma análise de segurança e avaliação de arquitetura e executar análises estáticas e dinâmicas de diferentes fontes de dados.

No final do bootcamp, o estudante ainda conta com o auxílio da Ironhack para se inserir no mercado de trabalho. De acordo com os últimos resultados publicados pela escola (em julho de 2020), 89% dos estudantes estavam empregados no prazo de 180 dias após a graduação.

FONTE: CRYPTO ID

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